Supernova mais brilhante que a Via Láctea intriga cientistas

Por Redação | 18 de Janeiro de 2016 às 09h06

O Universo ainda esconde mistérios e sua grandiosidade continua nos assustando. Afinal, apesar de todas as nossas conquistas em termos de exploração espacial e nossa capacidade de chegar onde nenhum Homem jamais esteve, existem coisas muito maiores do que podemos imaginar. Prova disso é que cientistas anunciaram na última quinta-feira (14) que puderam testemunhar uma explosão de uma estrela que, segundo eles, foi mais brilhante do que toda a Via Láctea.

O que mais chama a atenção é que a novidade vem de uma estrela considerada pequena. Com apenas 32 quilômetros de diâmetro, a ASASSN-15lh vem tirando o sono de muitos astrônomos pela intensidade de sua supernova, mesmo com todas as explicações lógicas dizendo que isso é impossível. Mais do que isso, por conta da sua distância de quase 3,8 bilhões de anos-luz da Terra, os cientistas acreditam que a explosão do corpo celeste tenha acontecido mais ou menos quando os primeiros sinais de vida começaram a aparecer em nosso planeta e que somente agora foi possível ter um breve vislumbre sobre isso.

De acordo com o site CNET, o fenômeno foi identificado pela equipe da All Sky Automated Survey for SuperNovae (brilhantemente abreviado como ASAS-SN) em conjunto com a Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, em junho do ano passado. Habituados a caçar sinais da morte desses corpos celestes nos céus e a encontrar apenas explosões próximas, com uma distância média de 350 milhões de anos-luz, eles se depararam com uma supernova muito mais afastada e brilhante. Segundo eles, em seu momento de maior intensidade, a ASASSN-15lh foi 570 vezes mais brilhante que o nosso Sol e 20 vezes mais do que qualquer outra estrela em nossa galáxia.

Supernova

Um dos astrônomos que participou da descoberta e responsável pela sua publicação na revista científica Science, Subo Dong, explica que essa é a supernova mais poderosa já descoberta pela humanidade em toda a sua história. E ele confessa que todo esse fenômeno ainda está envolto em muito mistério, uma vez que os mecanismos e a fonte de poder dessa explosão continuam sem respostas, pois nenhuma teoria conhecida consegue explicar como uma estrela tão pequena conseguiu emitir tanta energia quanto a ASASSN-15lh.

A melhor aposta até agora, segundo Dong, está na presença de uma estrela de nêutron — chamada pelos cientistas de magnetar —, que giraria tão rápido a ponto de criar a energia necessária. Ainda assim, isso não explica a intensidade de seu brilho. Portanto, o astrônomo diz que podemos estar diante de algum novo fenômeno que eles ainda não são capazes de explicar. E isso está longe de ser um problema. Como o cientista afirma, a descoberta pode levar os pesquisadores a olhar para as supernovas de um jeito diferente daqui para frente na tentativa de entender pontos que ainda seguem sem explicação.

Via: CNET