Substância com alta condutibilidade de prótons é descoberta em tubarões

Por Redação | 13 de Maio de 2016 às 20h39
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Um novo estudo publicado na revista Science Advances nesta sexta-feira (13) revelou que a substância gelatinosa produzida por tubarões e arraias é um notável condutor de prótons, com a maior taxa de condução entre tecidos biológicos. A descoberta pode indicar um avanço em materiais científicos como, principalmente no que diz respeito a tecnologias de sensores.

Ampola de Lorenzini

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Washington, Universidade de Santa Cruz e o Benaroya Research Institute at Virginia Mason. Os resustados apontaram que a gelatina é apenas 40 vezes menor que o polímero de condução de próton mais eficciente hoje em dia (Nafion). "Esperamos que nossa descoberta possa contribuir para estudos futuros da função de eletrossensibilidade da Ampola de Lorenzini e de um órgão em geral", comenta o professor de Engenharia Elétrica da UC Santa Cruz Marco Rolandi.

A Ampola de Lorenzini, identificada em 1678 por Stefano Lorenzini, é um conjunto de poros presentes na pele ao redor da cabeça e na parte debaixo dos tubarões e arraias. Cada poro é aberto ao ambiente e conectado a uma série de células sensoriais por meio de canais preenchidos com a substância translúcida e gelatinosa. Isso faz com que os animais sejam capazes de detectar sinais elétricos baixíssimos produzidos pelas presas e outros animais.

Ampola de Lorenzini

A integração de sinais captados através de diferentes ampolas permite que os animais detectem mudanças muito sutis no campo elétrico, equivalentes a 5 nanovolts por centímetro. No entanto, sempre houve discussões acerca de como esses sinais tão baixos são transmitidos para as células. Os cientistas agora especulam que poliglicanos sulfatados na substância possam contribuir para a alta condutibilidade.

Via Phys