Startup quer criar “constelação” de nanossatélites para a Internet das Coisas

Por Redação | 12 de Abril de 2017 às 08h15

É notório que nós caminhamos em direção a um mundo cada vez mais conectado à internet, inclusive com vestimentas e aparelhos domésticos ligados à rede, algo a que se dá o nome de Internet das Coisas. Visto que isso é um fato, a pergunta que nos resta é esta: há infraestrutura suficiente para isso no mundo?

Não é difícil imaginar a sobrecarga de um mundo assim, então uma startup australiana apresenta uma solução: uma “constelação” de nanossatélites que orbitariam a Terra e funcionariam como reforço na infraestrutura da internet em todo o mundo. Fundada em 2015, a Fleet acaba de anunciar que arrecadou US$ 3,8 milhões em uma rodada de investimentos para colocar a sua ideia literalmente no ar.

“A nossa ideia era tentar e alcançar esta revolução, porque isso [a criação de um mundo ultraconectado] está acontecendo de fato. Isso vai mudar a indústria, mas não é tão simples como todo mundo diz”, comenta a presidente e cofundadora da companhia Flavia Tata Nardini.

Para o investidor da Fleet Mike Cannon-Brookes, a companhia mira a solução de um problema bastante importante. “Como nós vamos fazer rodar juntos todos os dispositivos e a tecnologia que nós criamos?”, pergunta. “Uma vez no ar, a Fleet vai solucionar uma quantidade inumerável de problemas do mundo, permitindo o uso de todo o potencial da tecnologia”, complementa o investidor.

Infraestrutura específica para conectar dispositivos

Em 2025, estima-se que hajam 75 bilhões de dispositivos conectados à internet, o que, na visão de Tata Nardini, exige uma estrutura específica. “Na verdade, conectar pessoas é bastante diferente da infraestrutura para coisas e dispositivos”, comenta a executiva. “É menos dado, é um timing diferente — as coisas precisam de uma infraestrutura para elas próprias.”

A ideia da companhia é começar com testes envolvendo agricultura, transporte e combustíveis, com plano de lançar os primeiros nanossatélites já no ano que vem. Até 2022, a Fleet espera ter colocado em órbita nada menos do que uma “constelação” inteira com 100 nanossatélites.

Via Computer World

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