Robôs ajudam na descoberta de medicamentos para doença degenerativa

Por Redação | 10 de Agosto de 2017 às 16h11

O combate à esclerose lateral amiotrófica (ELA) ganhou mais um aliado. Robôs de inteligência artificial entraram na corrida para encontrar novos medicamentos que possam enfrentar a doença.

A ELA ataca e mata as células nervosas que controlam os músculos e, numa escalada, provocam fraqueza, paralisia e insuficiência respiratória.

Por meio de softwares complexos, computadores superpoderosos analisam enormes bancos de dados químicos, biológicos e médicos numa velocidade superior à suportada pelo ser humano. Com isso, eles abrem novas possibilidades de pesquisa e remédios.

Já foram realizados testes pré-clínicos em Sheffield, na Inglaterra, com resultados promissores. Os robôs identificaram candidatos a medicamentos especiais surgidos do trabalho da pesquisa artificial. O tratamento ajudou na prevenção da morte de neurônios e atrasou o início da doença.

Esta etapa tem se mostrado importante para abrir caminhos que possam ligar a uma cura, e a descoberta de remédios impulsionaria mais pesquisas nas empresas focadas em tecnologia.

O trabalho se estrutura na ideia de que os robôs economizam tempo e dinheiro, o que levaria à descoberta de remédios em um tempo mais curto do que o convencional.

O físico Stephen Hawking

A doença de Stephen Hawking

Também como conhecida como Doença de Lou Gehrig, ELA é a enfermidade que afetou o físico Stephen Hawking, que descobriu ser portador do mal aos 21 anos. Atualmente, ele tem 75 e, desde a descoberta da sua condição, vive em uma cadeira de rodas e se comunica por computador.

Essa é uma doença que ainda não tem cura conhecida. Hoje, somente dois remédios têm aprovação dos órgãos responsáveis por medicamentos dos Estados Unidos, sendo que eles apenas retardam a progressão da doença, ou seja, a pessoa ainda vai desenvolver os sintomas da enfermidade. No mundo, surgem cerca de 140 mil novos casos por ano.

Com informações do G1.

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