Plantas reagem de maneiras diferentes de acordo com o toque, dizem cientistas

Por Redação | 01.06.2016 às 09:31

Quem gosta muito de plantas já suspeitava, mas agora cientistas australianos acabaram de encontrar evidências científicas de que elas conseguem “sentir” nosso toque em suas folhas e caules, além de reagirem de maneiras diferentes de acordo com o tipo de toque. As descobertas foram publicadas no Plant Physiology, periódico mensal que existe desde 1926.

De acordo com os cientistas, dependendo do estímulo, são desencadeadas reações fisiológicas e genéticas variadas nas plantas. Ou seja, elas “sabem” a diferença entre um toque gentil ou um toque bruto, ou ainda sentem diferença nas gotas de chuva que caem, ou no efeito do vento. “Apesar das pessoas normalmente presumirem que as plantas não sentem quando estão sendo tocadas, isso [o estudo] mostra que elas na verdade são muito sensíveis”, disse Olivier Van Aken, líder do estudo conduzido na University of Western Australia.

O cientista disse, também, que “enquanto as plantas não parecem reclamar quando arrancamos uma flor, pise nelas enquanto está andando que elas estão plenamente conscientes desse contato e rapidamente respondem a esse tratamento”. Contudo, é importante não antropomorfizar a situação - quer dizer, não vamos atribuir características humanas aos vegetais tão cedo, afinal mesmo que as plantas sejam capazes de perceber tipos diferentes de toques, elas ainda não possuem um sistema nervoso central para, de fato, sentirem como nós sentimos.

Ainda assim, pesquisas anteriores já revelaram que as plantas conseguem “ouvir” o som de suas folhas serem mastigadas por insetos, mesmo que não tenham consciência do ato, e liberam substâncias químicas para se defenderem do ataque. Mas Van Aken explica como e por que elas têm esse mecanismo de defesa. “Diferentemente dos animais, as plantas são incapazes de correr e fugir de condições prejudiciais. Ao invés disso, elas desenvolveram sistemas de defesa para sentir o ambiente ao seu redor e ajudá-las a detectar perigos, respondendo apropriadamente”.

Fontes: University of Western Australia, Science Alert