Pesquisadores podem ter descoberto uma nova forma de criar processadores óticos

Por Redação | 06 de Maio de 2016 às 07h52

Talvez uma nova forma de desenvolver computadores fotônicos esteja por vir: uma equipe de cientistas da Max Planck Institute for the Science of Light, na Alemanha, mostrou que uma única molécula é capaz de controlar feixes de luz.

Até então, para que um feixe “perceba” outro, é necessário utilizar peças de materiais fazendo o papel de intermediários nesse contato, mas a equipe de pesquisadores demonstrou que é possível realizar esse feito utilizando apenas uma molécula orgânica e um punhado de fótons. Os cientistas conseguiram mover os feixes de luz utilizando apenas essas partículas, e essa descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de processadores de computador que funcionem à base de luz.

molécula e feixes de luz

Uma única molécula orgânica pode funcionar como um mediador entre dois feixes de luz (Reprodução: Divulgação)

A descoberta é relevante especialmente nos dias atuais, porque os componentes semicondutores que utilizamos, como os transístores, já tiveram seu tamanho reduzido praticamente ao máximo possível. Então, para que a indústria da tecnologia seja capaz de continuar reduzindo o tamanho de componentes, criando produtos menores e mais potentes, uma saída pode ser o uso de fótons no lugar de elétrons.

No entanto, há um impedimento: quando se cruza dois feixes de luz de um laser, por exemplo, nada acontece - um feixe não interfere na direção do outro. Vahid Sandoghdar, diretor da Nano-Optics Division no Max Planck Institute for the Science of Light, e Alexandres von Humboldt, professor da Friedrich-Alexander University, explicam que “a luz não pode simplesmente ser alterada por outra luz do mesmo jeito que correntes elétricas o são em um transístor convencional”, sendo necessário um material mediador para fazer a interação de luz com luz.

Agora, sabendo que uma única molécula é capaz de fazer esse intermédio, a equipe abre caminho para novos estudos e experimentos nessa área, o que pode resultar em computadores e outros dispositivos ainda mais rápidos - e menores - em um futuro não muito distante.

Fonte: SciTech Daily

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