Pesquisadores criam sistema de aprendizado rápido estilo 'Matrix'

Por Redação | 14 de Março de 2016 às 15h53
photo_camera Reprodução/Warner

Em 1999, Matrix estreou nos cinemas do mundo todo causando um enorme impacto pela forma inovadora de fazer filmes de ação e também por apresentar uma história que misturava inúmeras referências da informática, da filosofia e das artes marciais. Na obra, Neo, personagem interpretado por Keanu Reeves, aprendia a lutar jiu-jistu, ninjitsu, kung-fu de maneira rápida por meio de um plug que levava informação de um computador diretamente para o seu cérebro. Vindo para o tempo presente e para a realidade, cientistas dos Estados Unidos afirmaram ter criado um método para reproduzir isso na vida real.

De acordo com os pesquisadores do HRL Laboratories, o dispositivo de aprendizado instantâneo não é tão eficaz e grandioso como retratado no filme das irmãs Wachowski. Na vida real, os cientistas estimularam o cérebro de um piloto novato por meio de um eletrodo embutido em seu capacete com sinais elétricos captados a partir do cérebro de um piloto experiente. O resultado foi que o novato aprimorou sua capacidade de pilotar e seu aprendizado em 33% a mais do que os demais participantes em um grupo placebo.

“Nosso sistema é um dos primeiros passos do gênero. É um sistema de estímulo cerebral”, informa um dos envolvidos no projeto, o doutor Matthew Phillips. “Parece algum tipo de ficção científica, mas há uma base científica bastante grande para o desenvolvimento do nosso sistema”. Ele continua, citando as consequências físicas de um novo aprendizado em nosso cérebro.

Matrix

Sismtea de aprendizado estilo Matrix está em desenvolvimento. (Foto: Reprodução/Tumblr)

“Quando você aprende algo, seu cérebro muda fisicamente. Conexões são feitas e fortalecidas em um processo chamado de neuroplasticidade”, continua. “Acontece que certas funções do cérebro, como fala e memória, estão localizadas em regiões bastante específicas do cérebro. O que nosso sistema faz de fato é migrar estas mudanças para regiões específicas do cérebro conforme você aprende”, prossegue o pesquisador destacando o potencial do novo método no aprimoramento do aprendizado.

Um método histórico

Apesar de ser novidade na comunidade científica e de ainda estar em fases experimentais, o novo método não é algo exatamente inédito na história da humanidade. “O método em si é bastante velho”, comenta Phillips. “De fato, os egípcios antigos há 4 mil anos usavam peixes elétricos para estímulos e redução de dores”. Ainda assim, a formatação desta técnica pode produzir efeitos bastante positivo nos sistemas de aprendizado de seres humanos em um futuro não tão distante.

Fonte: HRL Laboratories

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