Pesquisa revela a personalidade de uma pessoa com base em seu gosto musical

Por Redação | 23.07.2015 às 11:21
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Com a música digital fixada de vez no mercado atual, as empresas estão cada vez mais desenvolvendo estudos e novos algoritimos para determinar qual estilo de música os usuários estão mais propensos a consumir. Por isso, as canções que você carrega no seu smartphone podem dizer muito sobre você.

Com base nisso, pesquisadores da Universidade de Cambridge, sob liderança de David Greenberg, desenvolveram uma maneira de determinar a personalidade de uma pessoa com base nas suas preferências musicais. O estudo foi publicado na revista PLOS One e contou com a participação de quatro mil voluntários.

Os pesquisadores procuraram fãs de música com a ajuda do myPersonality, um aplicativo de teste de personalidade para o Facebook. Então, cada participante respondeu um questionário com base em uma avaliação chamada "Revised NEO Personality Inventory", que busca pelas personalidades juntamente com cinco traços: neuroticismo, extroversão, abertura à experiência, afabilidade e consciência.

Algum tempo depois, os voluntários fizeram um segundo teste, classificando 15 segundos de trechos de músicas, de 50 canções diferentes e de 26 gêneros e subgêneros musicais. As duas pesquisas foram comparadas para determinar qualquer padrão que relacione a personalidade do usuário com o seu gosto musical.

Resultados

O estudo descobriu que pessoas de personalidade mais empática costumam gostar de gêneros de música mais maduros, como R&B e rock suave. Os despretensiosos preferem country e folk, enquanto pessoas descritas como contemporâneas gostam de jazz e pop europeu. Já as pessoas que possuem um modo de pensar mais sistemático e que se concentram mais em estruturas e regras nos seus padrões de pensamento preferem música mais intensa.

Também foram descobertos outros dados interessantes sobre as preferências musicais dos participantes. Pessoas do grupo da empatia também preferem músicas que apresentam menos energia, com mais profundidade emocional e com emoções negativas, ou seja, tristeza e depressão.

O grupo dos sistemáticos prefere músicas totalmente opostas do primeiro grupo, com canções com mais energia, emoções positivas e "um alto grau de complexidade cerebral".

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo afirmam que os resultados podem ajudar empresas de gravação e distribuição de músicas a encontrar maneiras de orientar melhor a sua audiência. "Muito dinheiro é aplicado em algoritimos para escolher que tipo de música você pode querer ouvir, por exemplo, no Spotify e no Apple Music. Ao saber do estilo de pensamento de um indivíduo, tais serviços podem, no futuro, ser capazes de ajustar as recomendações musicais a um indivíduo", afirma Greenberg.

Fonte: PLOS One via CNET