Pesquisa mostra que filmes em 3D deixam o cérebro mais potente

Por Redação | 25.05.2015 às 09:43

Ao que parece, os filmes 3D podem servir para outra coisa além de deixar as imagens mais escuras e o ingresso do cinema mais caro. Segundo um estudo recente, esse tipo de projeção também ajuda a aumentar o poder do cérebro. E você pensando que tudo o que ele fazia era deixá-lo ridículo com aqueles óculos.

A descoberta foi feita por cientistas britânicos que pesquisavam exatamente as diferenças de assistir a um filme 2D e a um 3D no organismo do espectador. Além do óbvio incômodo nos olhos em alguns casos, eles perceberam que também havia reações diferentes em níveis cerebrais. Para isso, eles passaram a coletar informações sobre a resposta dos usuários e viram que, em alguns casos, as funções cognitivas ficavam duas vezes mais potentes em quem viu o longa em três dimensões.

O neurocientista Patrick Fagan e o professor Bredan Walker, responsáveis pelo estudo, contam que eles dividiram as pessoas em dois grupos e fizeram leituras em tempo real do cérebro e outros testes e perceberam que as projeções no formato tridimensional realmente ofereciam algo mais além de que uma sensação maior de imersão na imagem. Pelo que foi constatado, realmente havia um ganho cognitivo na atividade cerebral, que, em alguns casos, chegava a ser o dobro daqueles que tiveram uma experiência 2D.

É claro que se trata de algo temporário, mas não deixa de ser impressionante. Segundo os pesquisadores, a descoberta revelou que assistir a um filme é como dar ao seu cérebro um energético neurológico, fazendo com que ele trabalhe mais rápido para coletar informações — levando em consideração o quão ruim é a imagem com aqueles óculos, não é difícil entender o porquê. Isso faz com que, em determinados momentos do filme, o órgão esteja mais ativo em quem vai a um cinema 3D do que quem opta pelo formato tradicional.

Para ter uma ideia de como isso funciona, Pagan e Walker explicam que, em um período de até 20 minutos após a exibição do filme, quem viu em três dimensões apresentou um aumento de até 23% nas habilidades de processar informações, enquanto quem viu na boa e velha sala 2D teve que se contentar com apenas 11%.

No entanto, como dito, essa variação não é permanente e logo os níveis cognitivos se normalizavam. Porém, essa descoberta pode ser o início de algo muito maior. Os pesquisadores responsáveis pela descoberta já deixaram claro que um dos próximos objetivos do estudo é encontrar uma forma de preservar esse ganho, fazendo com que colocar aqueles estranhos óculos sejam uma forma de desenvolver seu cérebro de verdade.

Isso pode ser incrivelmente útil para ajudar no combate a problemas referentes à própria idade, além de ajudar no tratamento de doenças que afetem o sistema cognitivo. Para isso, eles querem testar os filmes em 3D como uma espécie de treinamento cerebral como forma de estimular o órgão a fim de evitar que suas funções se degenerem com a idade. Segundo os pesquisadores, o estímulo que esse tipo de experiência oferece é muito positivo exatamente por ir além da simples parte fisiológica, mas também atingir níveis emocionais que fazem com que o espectador se sinta bem e feliz.

Via: Mashable