Obama quer que EUA liderem setor de supercomputadores

Por Redação | 30.07.2015 às 16:45
photo_camera Associated Press

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (29) um projeto que pretende fazer com que os Estados Unidos sejam o país líder na pesquisa e desenvolvimento de supercomputadores. Assinada pelo presidente Barack Obama, a National Estrategic Computing Initiative pretende investir recursos federais no desenvolvimento das máquinas para fomentar seu avanço.

O objetivo é claro: a ideia é, em até dez anos, criar um dispositivo capaz de realizar cálculos a uma frequência de 10^18 operações por segundo, um índice maior do que qualquer outro supercomputador disponível hoje em dia. É a chamada barreira do exaflop, como chamam os especialistas, e prevista para ser quebrada em 2023, caso a tecnologia siga o curso de evolução atual. Agora, o governo dos Estados Unidos está disposto a garantir que isso aconteça.

Hoje, os supercomputadores mais velozes em desenvolvimento são o Summit e o Sierra, que estão sendo produzidos pela IBM, sob um contrato com o Departamento de Energia do governo dos EUA. A expectativa é que, em 2017, quando eles forem entregues, as máquinas tenham um processamento de 100 petaflops por segundo. É muito, mas não parece nada perto do objetivo final fixado pela iniciativa.

A ideia é utilizar todo esse poder, depois de pronto, em diversos nichos de pesquisa que também contam, ou não, com o apoio do governo. São projetos, principalmente, das áreas de ciência, medicina e desenvolvimento aeroespacial, todos que requerem simulações de altíssima complexidade e com um volume de dados gigantesco. Exatamente o tipo de desafio que um supercomputador desse tipo é capaz de aceitar.

O investimento governamental, inicialmente, vai ser focado em mudanças de arquitetura e, principalmente, eficiência energética. De nada adianta um supercomputador com alto poder de processamento se ele precisar de toda a eletricidade de um município para funcionar, o que acabaria tornando sua própria existência impraticável. Na sequência, os pesquisadores seguem para trabalhos de otimização e construção de softwares que possam aproveitar todo o seu potencial.

Apesar de ter revelado a iniciativa, a Casa Branca não disse exatamente quanto vai investir no projeto ao longo dos próximos anos. Mas o dinheiro não deve ser pouco e, aparentemente, o governo parece disposto a investir alto na empreitada.

Fonte: Casa Branca, The Verge