O que plantas brilhantes da NASA podem dizer sobre a vida na Terra?

Por Wagner Wakka | 23 de Abril de 2019 às 11h31
Divulgação/NASA
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A NASA está fazendo um experimento na Estação Espacial Internacional (ISS) que é curioso até mesmo para os padrões da agência. Um grupo de cientistas levou para órbita uma caixa do tamanho de uma pequena geladeira responsável por analisar o brilho das plantas da Terra. O equipamento se chama Orbiting Carbon Observatory-3 (OCO-3) e, como o nome sugere, será usado para medir a taxa de dióxido de carbono consumido pelos vegetais. O que os cientistas querem saber é como os níveis de CO2 se comportam no espaço e tempo.

Onde que as plantas brilhantes entram nesta equação? Para fazer essa medição, os cientistas precisam acompanhar fluorescência hélio-induzida (solar-induced fluorescence, na versão original, também chamada de SIF). Trata-se de captar um tipo de luz muito específica, fora do espectro visível ao olho humano, mas que plantas emitem quando estão usando o dióxido de carbono do ambiente. Tal energia é o que as plantas emitem, de forma invisível para nós, humanos, como resultado da fotossíntese.

Este efeito foi fotografado por Craig Burrows, quem é conhecido por fazer fotos de plantas e flores aproveitando exatamente esse fenômeno. O resultado são flores brilhantes, com vários pontos que mostram onde exatamente a fotossíntese acontece. Para isso, ele utiliza uma luz de LED com um filtro que permite somente a passagem de luz ultravioleta e infravermelho, ou seja, os espectros fora da faixa visível ao olho humano.

Os cientistas devem observar da ISS o comportamento de SIF de várias áreas do planeta. Isso porque a estação não é um objeto estacionário, ou seja, não gira em órbita na mesma velocidade angular que a Terra. Assim, os cientistas conseguem acompanhar várias áreas do planeta mais vezes em apenas um dia.

Foto mostra espectro de CO2 na superfície terrestre (Foto: Divulgação/NASA)

O OCO-3 vai acompanhar cada região-chave do planeta, como a Amazônia, Mata Atlântica e outras, em vários momentos do dia para entender a variação dos níveis de carbono na Terra. Junto disso, o grupo quer criar um mapa do carbono, mostrando as regiões em que se “produz” mais dióxido e outras em que as plantas consomem mais dele.

Junto disso, o time também está usando dois satélites, um chamado ECOSTRESS, que capta a temperatura das folhas (indicador de saúde delas); bem como outro chamado GEDI, voltado para fazer um mapa 3D das florestas da Terra.

O equipamento deve ser lançado no próximo dia 26 de abril pela SpaceX para começar as análises em breve.

Fonte: Gizmodo

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