O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (31/07/2018)

Por Patrícia Gnipper | 31 de Julho de 2018 às 09h13
ESA

Se você, assim como nós, também é apaixonado por ciência e astronomia, já deve saber que as terças no Canaltech têm este espacinho dedicado a essas áreas que nos maravilham a todo momento. Neste último resumo de julho, reunimos as notícias científicas mais impactantes da última semana. Confira:

A Via Láctea teve uma galáxia-irmã devorada por Andrômeda

Cientistas da Universidade de Michigan publicaram um estudo mostrando que a galáxia de Andrômeda, a mais próxima da nossa, devorou a "irmã perdida" da Via Láctea em uma colisão que deve ter acontecido há pelo menos dois bilhões de anos.

Um quase invisível círculo de estrelas pode ser o que restou da galáxia M32p e, com estudos como este, a ideia é entender melhor como galáxias circulares (como a Via Láctea) evoluem e sobrevivem a grandes fusões.

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Representação de Andrômeda e suas galáxias-satélite (Imagem: Astroarts)

Suicídios são mais comuns quando a temperatura aumenta

De acordo com um novo estudo, à medida que a temperatura global continuar aumentando, a taxa de suicídios também crescerá. A ideia dos pesquisadores era associar as mudanças climáticas com questões comportamentais, ao comparar o histórico da temperatura do planeta com dados de pessoas que cometeram suicídio nos Estados Unidos e México ao longo das últimas décadas.

O estudo também analisou mais de meio bilhão de publicações no Twitter para comparar a quantidade de mensagens mostrando mal-estar mental em períodos de calor, conferindo posts com palavras como "solidão" e "suicídio" — e a constatação é de que esse tipo de postagem acontece mais frequentemente durante ondas de calor.

Novos materiais que respondem à luz

Cientistas acabam de desenvolver novos tipos de materiais responsivos a estímulos luminosos. São compósitos elastoméricos magnéticos que se movem de diferentes maneiras quando expostos à luz — permitindo a criação de uma ampla gama de produtos, como motores e válvulas, além de matrizes solares, capazes de se inclinarem para receber a luz do Sol.

Os materiais ativados por luz criados no estudo se baseiam no princípio da temperatura de Curie, que indica a temperatura na qual o magnetismo permanente de um material consegue se tornar um magnetismo induzido. Ao aquecer ou resfriar esses materiais, é possível desligar ou ativar seu magnetismo.

Água líquida em Marte

Enfim, a humanidade descobriu que existe água líquida em Marte. Pesquisadores da Agência Espacial Italiana descobriram um reservatório constante de água líquida no formato de um lago subterrâneo que fica a 1,5 quilômetro abaixo da superfície, em uma das calotas polares do planeta.

O lago tem aproximadamente 20 km de diâmetro, e sua descoberta mantém acesa a chama da esperança de se descobrir algum tipo de vida microbiana no Planeta Vermelho.

Centro da Via Láctea fotografado

A partir de observações do radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, cientistas conseguiram criar uma imagem que é a visão mais clara já feita do centro de nossa galáxia. Os 64 pratos do telescópio coletaram ondas de rádio com o objetivo de construir um retrato do buraco negro supermassivo que fica no centro da Via Láctea — o Sagittarius A.

Na fotografia construída, vemos filamentos que ficam perto do buraco negro. Eles foram descobertos pela primeira vez nos anos 1980 e são longos, estreitos e magnetizados. O centro da galáxia fica na área mais brilhante do centro da imagem, com cerca de mil anos-luz de diâmetro, enquanto que as outras áreas brilhantes podem conter remanescentes de supernovas, além de regiões onde novas estrelas se formam.

(Imagem: South African Radio Astronomy Observatory)

Telescópio TESS devidamente ativado

O sucessor do telescópio espacial Kepler — o TESS, ou Transiting Exoplanet Survey Satellite —, acaba de iniciar suas atividades como o novo "caçador de exoplanetas". Ele deve transmitir sua primeira série de dados em agosto e, a partir daí, enviará novas transmissões a cada 13,5 dias. Assim que chegar a primeira série de dados, a equipe do TESS iniciará a busca por planetas que orbitam outras estrelas além do Sol.

A missão da NASA vai passar os próximos dois anos monitorando as estrelas mais próximas e mais brilhantes, analisando períodos em que sua luz se enfraquece — o que indica que, naquele instante, há um planeta passando em frente à estrela (o que é conhecido como trânsito).

Vermes congelados por 42 mil anos voltam à vida

Um par de nematóides (lombrigas) voltou à vida após permanecerem congelados em permafrost por quase 42 mil anos. Cientistas russos coletaram cerca de 300 desses vermes pré-históricos congelados, com dois deles se movendo e se alimentando após serem descongelados em um laboratório em Moscou.

Agora, os nematóides serão estudados com afinco por terem mecanismos adaptativos naturais que podem ser de importância científica e prática, como, por exemplo, na criomedicina e na criobiologia, além da astrobiologia. No momento, esses dois vermes são os animais vivos mais antigos do planeta.

60 anos de NASA

Ainda que somente tenha iniciado suas operações em outubro de 1958, foi em 29 de julho daquele ano que os Estados Unidos criaram a NASA — a National Aeronautics and Space Administration. A agência surgiu na época da Corrida Espacial entre EUA e a então União Soviética, nações que batalhavam para ver quem conquistaria o espaço primeiro. Sendo assim, neste final de julho a NASA completa 60 anos de história a partir do momento em que o presidente Dwight Eisenhower assinou o decreto que deu origem à agência espacial.

Astronautas do programa Mercury, a primeira missão espacial da NASA (Foto: NASA)
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