O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (29/05/2018)

Por Patrícia Gnipper | 29 de Maio de 2018 às 13h58
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Terça é isso mesmo: dia de ciência e astronomia no Canaltech. Aqui, a gente faz uma síntese com as notícias mais interessantes que rolaram nessas áreas ao longo da última semana, para todo mundo ficar tão maravilhado com os avanços científicos como a gente!

Vida do Lago Ness catalogada

Cientistas estão prestes a catalogar toda a vida que existe no Lago Ness. A região escocesa abriga muitos mitos, incluindo o folclórico "monstro do Lago Ness", e agora a equipe vai nadar profundamente no lago para desvendar, de uma vez por todas, os mistérios do local. A ideia é buscar por amostras de DNA para compará-las com a de outros lagos escoceses, criando, portanto, um catálogo oficial de toda a vida que existe ali.

O monstro do Lago Ness certamente não fará parte do catálogo (Foto: Keystone)

Homem, o parasita

Apesar de a espécie humana representar apenas 0,01% de toda a vida no planeta, desde os primórdios da civilização nós já destruímos 83% de todos os mamíferos selvagens e metade das plantas. Com a domesticação de animais e plantas, a humanidade acabou causando a extinção de muitas espécies nativas, e um estudo comprovou que 70% das aves do mundo hoje vivem em cativeiro, enquanto 60% dos animais do planeta são rebanhos bovinos ou suínos em fazendas, sendo que somente 4% dos animais do planeta ainda têm vida selvagem.

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Asteroide na contramão de Júpiter

Foi descoberto um asteroide "diferentão" na órbita de Júpiter, orbitando o Sol no sentido inverso. O 2015 BZ509 tem 3km de extensão e deve ter sido "sugado" pelo Sistema Solar, sendo, portanto de origem desconhecida. Comparações com o Omuama surgiram, mas, enquanto este é um "turista" passeando em nosso sistema, o BZ509 está por aqui há muito tempo, "preso" ao redor do Sol.

Novas espécies de animais descobertas

Sabemos que ainda não temos conhecimento de 100% da vida em nosso planeta, e prova disso são as espécies de animais que vira e mexe surgem como uma nova descoberta. Agora, cientistas destacaram 10 novas espécies de animais que, ao mesmo tempo, são belas e bizarras.

Esse tipo de descoberta é importante pois, anualmente, aproximadamente 18 mil novas espécies são classificadas, mas acredita-se que o número de espécies que entram em extinção seja ainda maior, por ano. Sendo assim, anunciar essas descobertas pode ser uma maneira de conscientizar o mundo quanto à necessidade de preservar a vida animal em nosso planeta.

Um deles é o Pseudoliparis swirei (Foto: Schmidt Ocean Institute)

Asteroide matador de dinossauros também impactou os pássaros

Há 65 milhões de anos, um asteroide se chocou contra a Terra, sendo o responsável por eliminar os dinossauros da história. E um novo estudo mostra que o impacto também foi determinante para os pássaros, definindo quais espécies foram capazes de prosperar após a tragédia.

Como o choque também devastou parte da vida vegetal, somente as aves que se conseguiam se manter pelo solo sobreviveram, uma vez que árvores foram temporariamente eliminadas do planeta. Isso é embasado por pesquisas arqueológicas, que, analisando fósseis daquele período, mostram apenas aves que caminhavam na superfície.

Plutão seria um cometa gigante?

É isso o que sugere um estudo que, ao analisar a composição química do planeta-anão, entendeu que o objeto que já foi o nono planeta do Sistema Solar pode ser resultado da união de um bilhão de cometas. A intensa presença de nitrogênio por lá é um dos indícios considerados. E a equipe comparou dados da missão New Horizons, da NASA, com os da missão Rosetta, que estuda o cometa 67P.

(Foto: NASA)

E por falar na Rosetta…

A missão já permitiu a solução do mistério quanto aos jatos de poeira do 67P. O cometa, que é um dos mais ativos do Sistema Solar, despeja essa poeira no espaço, dando a impressão de que aquilo é uma espécie de atmosfera ou nuvem de gás a seu redor. E isso pode acontecer graças ao formato estranho do objeto, que permitiria a liberação regular de tal poeira.

Nas palavras do Dr. Xian Shi, responsável pelo estudo: "Quando o Sol nasce em parte do cometa, sua superfície quase que instantaneamente se torna ativa. Os jatos de gás e poeira são encontrados todas as manhãs nos mesmos lugares e de maneira similar".

Cometa 67P, estudado pela Rosetta (Foto: ESA)

840 novos "planetas" além de Netuno

Foram descobertos nada menos do que 840 pequenos mundos congelados além de Netuno, e eles deverão nos ajudar a entender ainda melhor a história do Sistema Solar. Eles foram divididos em dois grupos: um com os que têm órbitas arredondadas no Cinturão de Kuiper, e outro com órbitas mais distantes.

Quarto elemento magnético da tabela periódica

Pesquisadores descobriram que o rutênio é o quarto elemento magnético da tabela periódica, comprovadamente com propriedades magnéticas em temperatura ambiente. Até então, apenas três elementos tinham esta capacidade, sendo eles o ferro, cobalto e níquel.

A descoberta pode ampliar pesquisas para aprimoramento de sensores e chips na indústria da tecnologia.

Pedaço de rutênio

Jeff Bezos e sua base lunar

O CEO da Amazon e da Blue Origin está disposto a tirar dinheiro do bolso para construir uma base industrial na Lua dentro de 100 anos. Ele entende que a produção lunar se tornará óbvia com o passar do tempo, e a Lua tem incidência do Sol por 24 horas, o que permite uma enorme captura de energia solar.

Procurando fósseis em Marte

Acredita-se que Marte pode ter abrigado tipos de vida há bilhões de anos. Por isso, cientistas querem buscar por fósseis marcianos que comprovem essa ideia. O estudo foca em lugares específicos do planeta, como, por exemplo, dentro de rochas próximas a onde sabemos que, antigamente, existiam lagos.

A cratera Gale é um dos locais onde se acredita que já existiu um lago em Marte (Foto: NASA)
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