O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (21/07/2020)

Por Patrícia Gnipper | 21 de Julho de 2020 às 13h00
SpaceX

Terça-feira, aquele dia tradicional da semana em que o Canaltech resume as principais notícias científicas dos últimos dias. Tudo para que você, que tem um dia a dia corrido à beça, fique bem informado em poucos minutos de leitura. Vamos lá?

Cometa visível a olho nu no Brasil

O cometa NEOWISE apareceu acima do foguete Falcon 9 nos EUA e aparece também no Brasil a partir de agora (Foto: SpaceX)

O cometa C/2020 F3 NEOWISE nos agraciou com sua rara aproximação neste mês, e fica visível a olho nu em território brasileiro nesta semana. Começando pelos estados mais ao norte a partir de hoje e, dia após dia, chegando ao restante do país, o cometa brilhará no céu noturno do comecinho da noite, logo após as 18h. Basta olhar para o céu na direção noroeste a partir deste horário, estando em um local sem poluição luminosa, para vê-lo. A previsão é de que no dia 26 ele possa ser visto de todo o país, aparecendo em São Paulo no dia 24.

Amostras de asteroide chegando à Terra em dezembro

O asteroide Ryugu (Foto: JAXA)

A sonda japonesa Hayabusa-2 já tem data para voltar ao nosso planeta trazendo consigo amostras do asteroide Ryugu: dezembro deste ano. A sonda levou ao objeto espacial pequenos veículos que percorreram sua superfície para fazer análises, e também liberou explosivos para liberar material que pudesse ser coletado. E esse é o material que será trazido ao nosso planeta para análises aprofundadas em laboratório.

"Fogueiras" no Sol

(Imagem: Solar Orbiter/EUI Team (ESA & NASA); CSL, IAS, MPS, PMOD/WRC, ROB, UCL/MSSL)

A sonda Solar Orbiter, fruto de uma parceria entre as agências espaciais ESA e NASA, enviou seu primeiro lote de imagens do Sol — e revelou surpreendentes "fogueiras" acima de sua superfície, que são pequenas explosões nunca antes registradas em tantos detalhes.

Nova data para lançar o James Webb

Com uma década de atraso, o telescópio espacial James Webb acaba de ganhar uma nova previsão de lançamento: 31 de outubro de 2021. A última data seria março de 2021, mas esse cronograma precisou ser revisto mais uma vez, agora por conta da pandemia de COVID-19.

Sonda árabe rumo a Marte

(Foto: Reprodução/GIUSEPPE CACACE/AFP via Getty Images)

Os Emirados Árabes Unidos lançaram com sucesso sua primeira sonda que tem o Planeta Vermelho como destino. A Hope Mars chegará por lá em fevereiro do ano que vem, e seu último desafio será justamente obter sucesso na inserção orbital. Se tudo der certo, a sonda estudará o clima marciano e colocará o país no seleto grupo de nações que conseguiram levar uma nave ao nosso planeta vizinho.

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A partir de agora, você confere as principais notícias do universo da saúde, que rolaram na última semana:

Convênios não mais obrigados a fazer teste de COVID-19

(Foto: Reprodução/Pixabay)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) derrubou na Justiça a liminar que obrigava planos de saúde a cobrirem o teste de sorologia para detectar a COVID-19. O argumento da ANS é que não é possível "fazer uso de testes, de forma paulatina e segura, como auxílio no mapeamento de pessoas infectadas". Contudo, o tema ainda será levado para discussão na Diretoria Colegiada da ANS, avaliando a medida. Enquanto isso, a resolução anterior que justamente obrigava os convênios a fornecerem tal teste, segue em vigor.

Casos não detectados aceleram propagação da COVID-19

De acordo com novo estudo feito por pesquisadores de Harvard, infectados assintomáticos, pré-sintomáticos ou com sintomas leves de COVID-19 têm sido responsáveis por acelerar a propagação da doença. Os cientistas descobriram que até 87% dos casos na cidade de Wuhan entre 1º de janeiro e 8 de março podem ter passado despercebidos, enquanto as taxas de transmissão da doença estavam em alta. Eles então acreditam que as infecções não detectadas provavelmente tiveram um papel substancial na rápida disseminação da doença, e pode se tornar um dos principais fatores para uma possível segunda onda de infecções.

Ventilador pulmonar da USP usado para tratar COVID-19 em SP

(Foto: divulgação/ Estado de São Paulo)

Pacientes da COVID-19 em São Paulo já podem contar com ventiladores pulmonares desenvolvidos pela USP. O Inspire será usado em casos graves e de média complexidade da doença, por enquanto, no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas. Para as internações de pacientes com sintomas graves da COVID-19, os ventiladores pulmonares são um dos principais equipamentos à disposição dos médicos para a melhora do quadro clínico, marcado pela falta de ar. No entanto, conseguir essa ajuda não é tão simples, já que a COVID-19 mantém pacientes durante vários dias (até mesmo semanas) internados, sendo que o número de respiradores é limitado, caro e de difícil importação. Dez ventiladores foram liberados inicialmente para atender a 40 pacientes neste hospital, enquanto a USP trabalha para produzir os aparelhos em larga escala.

Vacina de Oxford mostra sucesso contra o coronavírus

A vacina contra a COVID-19 que vem sendo produzida na Universidade de Oxford (e que está em testes no Brasil) mostrou eficácia contra o coronavírus nas duas primeiras fases dos testes, induzindo com sucesso a desejada resposta imune no organismo dos voluntários. As fases 1 e 2 dos testes aconteceram ao mesmo tempo no Reino Unido, com 1.077 pessoas, e a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.

Vacina russa também se mostra promissora

(Foto: Willfried Wende/Pixabay)

Enquanto isso, outra vacina também mostra resultados iniciais positivos. Na Rússia, os ensaios clínicos foram concluídos e o governo do país anunciou que os voluntários envolvidos já receberam alta. Segundo as autoridades russas, os resultados das análises mostram de forma inequívoca que todos os voluntários desenvolveram uma resposta imune como resultado da vacina, e não provocou "complicações" ou "reações indesejadas".

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