O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (14/07/2020)

Por Patrícia Gnipper | 14 de Julho de 2020 às 11h15
Sean Parker

Hoje é terça-feira, o dia da semana em que o Canaltech resume tudo o que aconteceu de mais importante no universo da ciência nos últimos dias. Tudo isso para que você, que tem o dia a dia corrido, fique bem informado em pouco tempo de leitura. Vamos lá?

Show do cometa NEOWISE

O cometa NEOWISE fotografado em Tucson, Arizona, EUA (Foto: Sean Parker)

Visível no hemisfério norte do planeta, o cometa NEOWISE está dando um espetáculo no céu noturno. Ele foi descoberto em março com um brilho ainda fraco, e com o aumento gradual de seu brilho, o cometa acabou ficando visível a olho nu. Ele fez sua máxima aproximaçào com o Sol no dia 3 de julho, quando esteve a aproximadamente 43,4 milhões de km da estrela, ficando um pouco mais próximo dela do que o planeta Mercúrio.

Além de já ter sido bastante fotografado por astrônomos e astrofotógrafos, o NEOWISE também foi registrado pela sonda Solar Parker, da NASA, aquela que estuda o Sol de pertinho. Nessas imagens, vemos que o cometa tem duas caudas. A cauda inferior, mais larga e mais difusa, é criada quando a poeira da superfície do núcleo do cometa é “soprada”. Já a cauda superior é a chamada cauda de íons, feita de gases que são ionizados pela perda de elétrons devido à intensa radiação solar.

(Foto: NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Guillermo Stenborg)

O centro gravitacional do Sistema Solar

Seria o núcleo do Sol o centro gravitacional do Sistema Solar? Na verdade, não: esse ponto fica mais ou menos 100 metros acima da superfície da estrela. Foi o que uma equipe de astrônomos conseguiu calcular, pela primeira vez. Se o Sol fosse do tamanho de um estádio de futebol, essa área de cem metros seria equivalente a aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo.

Missão Hope Mars adiada

Os Emirados Árabes Unidos lançariam hoje (14) a missão Hope Mars ao Planeta Vermelho, mas o lançamento precisou ser adiado para o dia 16 devido ao mau tempo. A missão levará a Marte uma sonda com objetivo de estudar a atmosfera e o clima do nosso planeta vizinho.

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A partir de agora, você confere as principais notícias da área da saúde, que rolaram na última semana:

Coronavírus transmitido pelo ar

(Foto: Marco Testi/ Unsplash)

A Organização Mundial da Saúde alertou o mundo para "evidências emergentes" de que o novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar. Isso significa que precisamos tomar ainda mais cuidados em nossa proteção, especialmente em ambientes fechados. De acordo com a OMS, uma gotícula contaminada pelo vírus pode viajar "dezenas de metros", sendo que essa distância é muito maior em ambientes fechados e sem ventilação, em comparação com as áreas abertas.

Transmissão do vírus acelera no Brasil

De acordo com o Imperial College, a transmissão do coronavírus em nosso país voltou a acelerar, completando quase um trimestre sem controle. A taxa de contágio subiu de 1,03 para 1,11 — então, na prática, cada 100 pessoas contaminadas pelo coronavírus transmitem o patógeno para 111, em vez de ser para 103 pessoas. Com taxa acima de 1, a doença se espalha rápido e ainda não se mostra sob controle de propagação.

O coronavírus não deverá ser eliminado do planeta

Também segundo a OMS, a COVID-19 não será erradicada. Em coletiva de imprensa, o diretor de emergências da organização, Michael Ryan, disse que "nesta altura, é pouco provável que consigamos eliminar ou erradicar o coronavírus". É que, mesmo no caso de um país ou região controlar a transmissão desse agente infeccioso, como algumas regiões já fizeram, sempre haverá a constante ameaça de casos importados.

Terceira fase de testes com vacina do Instituto Butantan

(Foto: Reprodução/Pixabay)

A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, aqui no Brasil, foi autorizada para iniciar sua terceira fase de estudos clínicos, sendo testada em um número ainda maior de voluntários. O estudo envolverá 9 mil pessoas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal.

Vacina russa em agosto?

É o que parece. A Rússia disse já ter concluído os testes clínicos de sua vacina e, caso as próximas etapas sigam conforme o esperado, algumas pessoas já receberão a vacina final em agosto deste ano. A previsão é que a vacina "entre em circulação civil" entre os dias 12 e 14 de tal mês e, em setembro, as farmacêuticas privadas poderão iniciar a produção da vacina em massa.

Anvisa atualiza nota sobre uso de ivermectina

(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itajaí)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária voltou a falar sobre o uso do vermífugo ivermectina no tratamento de COVID-19, atualizando a nota emitida anteriormente. Mesmo que a Anvisa continue afirmando que o medicamento não tem eficácia comprovada, o posicionamento atual retira uma série de pontos fornecidos anteriormente.

Entre os pontos removidos, estão os possíveis efeitos colaterais da ivermectina, quando usada sem prescrição médica, através da automedicação. Quando comparado, o texto mais recente da Anvisa ainda acrescenta que "não existem estudos que refutem esse uso", referindo-se à ministração do vermífugo no tratamento de pacientes com a COVID-19. Ainda assim, a segunda nota aponta que "as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento" e que o uso fora do previsto na bula "é de escolha e responsabilidade do médico". Ou seja: a decisão de tomar o remédio deverá ser tomada entre médico e paciente.

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