O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (05/06/2018)

Por Patrícia Gnipper | 05 de Junho de 2018 às 16h32
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Nós, aqui do Canaltech, também somos apaixonados pela ciência, assim como você que acessou este texto para ficar por dentro das notícias científicas mais legais da semana. E, olha, a semana que passou teve muitas notícias legais na área da ciência e da astronomia, então aqui vai a seleção das mais bacanas:

Caspa muito antiga

Cientistas descobriram caspas (isso mesmo) de dinossauros, datadas de 125 milhões de anos. A descoberta confirma a suspeita de que dinossauros, assim como nós e outros animais da atualidade, também renovavam suas peles. Para Mike Benton, professor de paleontologia da Universidade de Bristol, a descoberta "nos diz que dinossauros eram como aves, renovando suas peles em pequenos flocos".

Impressão 3D para córneas

E cientistas britânicos já estão usando impressoras 3D para criar córneas com a finalidade de transplantes. Eles revelaram uma técnica experimental que recria a membrana usando uma bioimpressora em três dimensões, combinando células-tronco de córneas saudáveis com colágeno e alginato.

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Dessa forma, foi possível imprimir uma córnea novinha em folha em apenas 10 minutos. A esperança é que a solução seja aprovada e aplicada em um futuro próximo, ajudando a reduzir as filas de transplantes que esperam pela doação do órgão humano.

Estrela de nêutrons extremamente massiva

Foi descoberta uma estrela de nêutrons massiva a ponto de equivaler a cerca de 2,3 a massa do Sol, sendo esta uma das mais massivas já descobertas. Esse tipo de estrela comumente não passa da massa de 2 sóis, sendo que a humanidade tem conhecimento de mais de 2 mil estrelas de nêutrons até então.

A chamada PSR J2215+5135 foi descoberta em 2011, na verdade, mas só agora a ciência pôde estimar sua massa. Ela faz parte de um sistema estelar binário, orbitando de pertinho a sua companheira, que, por conta da massa intensa da outra, tem uma órbita bastante acelerada.

Representação artística do sistema estelar em questão (Imagem: G. Pérez-Díaz/IAC)

121 planetas gigantes com luas potencialmente habitáveis

A todo instante a astronomia descobre novos planetas que orbitam outras estrelas além do Sol e, agora, pesquisadores dos EUA identificaram 121 planetas gigantes que potencialmente contam com satélites naturais capazes de abrigar a vida como a conhecemos.

O trabalho da equipe deve guiar futuros telescópios que detectam luas potencialmente habitáveis ao observar bioassinaturas em suas atmosferas. Enquanto, até então, a busca por vida em outros lugares além da Terra vem focando mais em exoplanetas, o futuro próximo nos diz que é importante também analisar suas luas, seguindo o exemplo do próprio Sistema Solar — já que ainda não temos certeza de que não existe vida por baixo das crostas congeladas de luas como Encélado e Europa, por exemplo.

"Lagarta-mãe" de 240 milhões de anos

Novas análises de um fóssil encontrado em 2003 nos dão maior entendimento sobre a chamada Megachirella watchtleri, um lagarto ancião datado de 240 milhões de anos, que deu origem a mais de 10 mil espécies atuais.

O novo estudo indica que o fóssil é, na verdade, 75 milhões de anos mais antigo do que estimado anteriormente, e ele pode ser considerado como a "pedra de Rosetta" no que diz respeito ao estudo da origem de espécies de cobras e lagartos.

Fóssil do Megachirella watchtleri (Foto: MUSE Science Museum)

Plutão e suas dunas de metano

Ainda temos muito a descobrir sobre Plutão, o planeta-anão que um dia já foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. Agora, astrônomos descobriram que Plutão tem dunas compostas por metano, ao analisar mais detalhadamente imagens coletadas pela missão New Horizons, de 2015.

Sonda Dawn pertinho de Ceres

Outro planeta anão que vem sendo estudado bastante é Ceres, especialmente pela missão Dawn, da NASA. E, agora, a sonda está próxima de atingir a máxima aproximação do objeto já realizada.

Agora no começo do mês de junho, a Dawn vai fazer sua última ronda orbital por Ceres, coletando informações ainda mais precisas até que seu combustível se acabe, marcando o fim da missão, que já dura mais de dez anos. Depois de estudar um asteroide chamado Vesta, a Dawn partiu rumo a Ceres, onde permanece desde 2015.

Explicação pode eliminar a chance de o Planeta 9 existir

Enquanto alguns cientistas seguem buscando pelo quase folclórico Planeta 9, a fim de explicar o comportamento orbital de objetos no Cinturão de Kuiper, um outro estudo pode fornecer uma explicação mais simples, que eliminaria a existência de tal planeta: os objetos ali se comportariam de uma maneira estranha como consequência dos efeitos coletivos da força da gravidade.

O estudo, que ainda será apresentado oficialmente, é embasado em simulações computacionais com as órbitas dos objetos da região, considerando o impacto da gravidade entre eles. Dessa maneira, há uma outra teoria que pode explicar suas órbitas ao redor do Sol, sem que haja um planeta desconhecido nos confins do Sistema Solar.

Quarto tipo de neutrino inerte

Físicos estão empolgados com novas evidências de que um quarto tipo de neutrino inerte pode mesmo existir. Essas partículas interagem apenas com a gravidade, e um experimento chamado MiniBooNE combinou dados do Liquid Scintillator Neutrino Detector para descobrir essas novas evidências de que há um outro tipo de neutrino por aí.

Depois dos fótons, neutrinos são o segundo tipo de partículas mais comuns no universo. Misteriosos que são, eles podem trocar de identidade e oscilar entre tipos, sendo que já foi possível observar, em experimentos, neutrinos desaparecendo e ressurgindo depois. Então, um quarto tipo de neutrino inerte pode ser a chave para entender melhor o funcionamento dessas partículas. Caso seja mesmo verdade, essa será a primeira descoberta de uma partícula fundamental desde que cientistas do CERN descobriram o bóson de Higgs, em 2012.

O detector de partículas MiniBooNE

Missão Juno com mais tempo de vida

Programada para encerrar em julho de 2018, a missão Juno será estendida até setembro de 2022. A sonda, que vem estudando Júpiter e suas luas, mergulharia na atmosfera joviana para "morrer" assim como aconteceu com a Cassini em Saturno, mas, com a possibilidade de haver vida alienígena na lua Europa, a NASA está preocupada com a questão da contaminação do ambiente com microorganismos provenientes da Terra.

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