O céu não é o limite | Explosão solar atingiu a Terra, teoria de Einstein e mais

O céu não é o limite | Explosão solar atingiu a Terra, teoria de Einstein e mais

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 06 de Novembro de 2021 às 20h00
P. Manteca/P. Kratochvil/J. Martin/D. Cavalcante/NASA

Tempestades solares varreram o espaço antes de chegar ao nosso planeta nas duas últimas semanas, mas sem nenhum perigo para nós, graças à nossa magnetosfera. O máximo de consequências foram belas auroras boreais vistas em cidades um pouco mais ao sul do que de costume.

Além disso, experimentos comprovaram (mais uma vez) que Albert Einstein estava certo, ao medir o efeito de distorção do tempo em escala milimétrica, um recorde nesse tipo de pesquisa. Astrônomos encontraram água em galáxia distante e moléculas orgânicas foram detectadas em Marte.

Essas e outras notícias astronomicamente incríveis que rolaram nesta semana, você confere abaixo!

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Explosão solar gera "nuvem canibal" que atingiu a Terra

SOL 3 11 2021

As ejeções de massa coronal enviadas pelo Sol no final de outubro partiram de manchas solares, criando tempestades geomagnéticas na Terra. As partículas carregadas começaram a chegar por aqui na última semana de outubro e continuaram nos primeiros dias de novembro.

Foram três ejeções de massas coronais no início da semana, duas menores, e uma maior e mais forte, que "canibalizou" as anteriores. Se você nem percebeu, é porque nosso planeta foi muito bem protegido pelo campo magnético da Terra. Apenas algumas anomalias em transmissões de rádio em ondas de baixa frequência foram reportadas.

Teoria de Einstein é comprovada em escala milimétrica pela primeira vez

(Imagem: Reprodução/Kai Fu/Wu Lab/Princeton University)

Se você tem uma daquelas camisetas escrito "Einstein estava certo", há mais um motivo para usá-la. É que cientistas mediram o efeito da distorção do espaço-tempo na Terra com precisão milimétrica, com a ajuda de um relógio atômico. Para isso, eles reduziram o movimento cinético de partículas, esfriando-as até quase atingir o zero absoluto.

O relógio atômico usado pela equipe foi especialmente projetado para medir o tempo das ondas de luz separadas por 1 milímetro. A diferença de tempo para as ondas de luz mensuradas foi de 0,76 milionésimo de um trilionésimo de um por cento — a menor já calculada. O recorde anterior foi na escala de centímetros.

Vídeo da NASA mostra explosão solar que chegou à Terra no Halloween

As ejeções de massa coronal do final de outubro geraram não somente auroras boreais, mas também espetáculos assombrosos em nossa estrela. Uma sonda da NASA observou o Sol e registrou a atividade turbulenta durante as erupções, e o resultado foi o vídeo incrível acima.

No início do vídeo, você vê erupções dos dias 25 e 26, em um lado mais afastado do Sol. Já no dia 28, as coisas ficam ainda mais intensas, com uma grande explosão mais ao centro do disco solar, vindo bem em nossa direção. Como dito acima, ninguém notou nada diferente em nosso planeta e a vida seguiu como de costume. As erupções mais intensas devem começar na metade desta década.

NASA tenta ressuscitar o telescópio espacial Hubble

O Hubble sofreu uma nova falha e teve suas atividades suspensas. Essa é uma sequência de erros que vêm ocorrendo desde a semana anterior, quando houve perda de uma mensagem de sincronização que continha informações de tempo, que os instrumentos utilizam para responder às solicitações de dados e comandos.

Naquela ocasião, a NASA reinicializou os instrumentos e conseguiu retomar as operações, mas os códigos de erro apareceram novamente. Agora, houve perdas múltiplas das mensagens de sincronização, colocando os instrumentos científicos no modo de segurança autonomamente. A NASA informou que fará uma investigação neste domingo (7).

Astronautas colhem pimentas cultivadas no espaço e comem tacos

Se você fosse um astronauta em uma missão em um lugar insólito, o que escolheria plantar para comer? Claro que não seria prudente escolher apenas o que agrada o paladar, porque a vida de um explorador espacial pode ser muito exigente para o corpo. Por isso, os cientistas realizam experimentos na tentativa de plantar e colher os melhores alimentos para os futuros astronautas.

Os experimentos na Estação Espacial Internacional (ISS) incluíram agora um tempero especial, as pimentas. Os tripulantes experimentaram tacos acompanhados por um molho feito com as primeiras pimentas já cultivadas e consumidas no espaço. A ideia é compreender as interações entre plantas e microrganismos em ambientes de microgravidade.

Proto-aglomerado de galáxias do início do universo produz mil "sóis" por ano

(Imagem: Reprodução/ESA/Herschel/XMM-Newton/NASA/Spitzer/NAOJ/Subaru/Grande Telescópio Binocular/ESO/VISTA/Polletta/Koyama)

Aqui está algo para quando você quiser refletir sobre a grandeza do universo (e a nossa pequenez). Um proto-aglomerado de galáxias que já existia quando o universo tinha aproximadamente 2 bilhões de anos produzia naquela época mil massas solares por ano.

Até onde se sabe, são 63 galáxias, e os astrônomos ainda não sabem de onde vem tanto gás para produzir essa quantidade de estrelas. Uma das possíveis explicações é que essa estrutura estava extraindo o hidrogênio necessário de filamentos de gás, que compõem a famosa teia cósmica.

Novas moléculas orgânicas são identificadas em Marte

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Os cientistas descobriram ácido benzoico e amônia, as duas moléculas mais significativas encontradas em Marte, nas amostras coletadas pelo Curiosity. Eles obtiveram esse resultado ao misturar amostras obtidas em 2017 em um copo preenchido com uma mistura de reagentes.

Essa descoberta é interessante, mas ainda não prova que já houve vida em Marte. Os cientistas querem agora descobrir de onde elas vieram, ou seja, como foram produzidas.

NASA adia lançamento da Crew-3 (de novo)

A missão Crew-3 foi adiada pela terceira vez. A nova data programada era o próximo domingo (7), mas o lançamento não ocorrerá por causa dos mesmos problemas anteriores: clima e problemas de saúde de um dos astronautas. Ainda não há uma nova data definida para o lançamento, então é possível que o retorno da missão Crew-2 ocorra antes disso.

Segundo a NASA, a decisão será tomada em breve, mas há muitos fatores para se considerar, como o período máximo em que as cápsulas da SpaceX podem ficar em órbita antes de apresentarem degradação em seus sistemas. A que está na ISS atualmente já atingiu 195 dias no espaço. Elas foram criadas para passar 210 dias fora da Terra.

Blue Origin perde processo contra a NASA; SpaceX desenvolverá o lander lunar

(Imagem: Reprodução/NASA)

Na última quinta-feira (4), o juiz Richard Hertling, responsável pelo caso da Blue Orign contra a decisão da NASA, que selecionou a SpaceX para produzir o lander lunar para o Programa Artemis, anunciou que o processo foi negado. As partes envolvidas podrão selecionar quais partes do documento querem trazer ao público até o dia 14 de novembro.

A empresa de Jeff Bezos argumenta que a NASA sugeriu publicamente que poderia selecionar duas empresas para construir os veículos de pouso lunar, com a Blue Origin, SpaceX e Dynetics entre as finalistas para o contrato. Como apenas a SpaceX foi escolhida, a Blue Orign decidiu apelar para a justiça.

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