Novo implante destrói plaquetas de proteína relacionadas ao Alzheimer

Por Redação | 28 de Março de 2016 às 19h20

Vários novos estudos sobre o Alzheimer têm sido publicados recentemente em revistas científicas e um em específico chama a atenção. Uma nova pesquisa da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL, na sigla em francês), na Suíça, ofereceu detalhes sobre o que acontece no cérebro de um ser vivo com Alzheimer.

Experimentos com ratos mostraram que um implante transdermal pequeno e plano, com capacidade de levar anticorpos geneticamente modificados, conseguiu limpar plaquetas amilóide-beta do cérebro dos ratinhos. Os cientistas estão chamando a ação de "imunização passiva", e ela pode ser o próximo passo para encontrar uma cura para o Alzheimer.

O dispositivo é uma cápsula pequenina que fica embaixo da pele e produz anticorpos específicos capazes de quebrar a barreira de sangue do cérebro e vincular os anticorpos às proteínas nos cérebros dos ratos, assim destruindo-os e eliminando os vestígios via o próprio sistema imunológico do rato. Em dois ratos com modelos diferentes de Alzheimer, esses implantes transdermais reduziram dramaticamente a carga de placas amilóide-beta.

Não sabemos se remover as plaquetas irá aliviar os sintomas do Alzheimer, especialmente levando em consideração o fato que as plaquetas amilóides se acumulam enquanto o ser humano envelhece, e não apenas em pessoas afetadas pela doença. Também não sabemos quais outras partes do corpo terão regiões funcionais capazes de se ligar com o anticorpo modificado, nem o que pode dar errado.

Trabalhar com o sistema imunológico tende a causar desequilíbrio e inflamações – e ultimamente, mais e mais doenças e síndromes conectadas ao componente imunológico da sua patologia. A moral da história é que deve-se tratar com cuidado tudo que for relacionado com as funções imunes de um ser vivo.

De qualquer forma, a maneira que esses componentes trabalham levaram os pesquisadores de Lausanne a concluir que este é um passo importante nos estudos de desordens neurodegenerativas associadas com agregação ou má formação de proteínas. Implantes transdermais são muito menos invasivos do que os tratamentos atuais com anticorpos anti-amilóide-beta, que envolvem injeções frequentes de anticorpos que acabam desencadeando uma resposta imune por causa do grande número de partículas imunogênicas.

A imunização passiva também pode beneficiar tratamento de outras condições como ALS, Parkinson e demência frontotemporal.

O próximo passo para este estudo é aumentar a escala de testes, mexer nos anticorpos para que eles tenham um desempenho ainda melhor no cérebro e seguir em frente para testes em humanos.

Via Extreme Tech

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