Novo exoesqueleto reduz em até dez vezes o peso dos objetos

Por Redação | 22 de Junho de 2015 às 12h14
photo_camera Divulgação

Muitas são as previsões tecnológicas para o mundo nos próximos anos. Há quem diga que, com a chegada de ferramentas mais avançadas, os humanos serão substituídos por robôs e aparelhos com mais inteligência e capacidade que os trabalhadores. Mas e se homem e máquina pudessem coexistir, principalmente nas profissões que exigem força física?

Essa pode ser a proposta de um novo exoesqueleto do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial (Fraunhofer IAO), na Alemanha. De acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, o equipamento, desenhado exclusivamente para o trabalho industrial, potencializa três partes específicas do corpo humano - braços, tronco (costas e coluna) e pernas - e tem capacidade de reduzir em até dez vezes o peso de determinados objetos.

A novidade foi batizada de Robo-Mate e está em desenvolvimento desde o fim de 2013 por engenheiros de 12 centros de pesquisa de sete países da Europa. Segundo os engenheiros envolvidos no protótipo, a criação do exoesqueleto se deu por conta da observação do quanto funcionários de fábricas são submetidos a trabalhos braçais que exigem muito mais do que seus corpos podem aguentar.

A partir dessa constatação, os pesquisadores desenvolveram softwares que simulam esses trabalhos físicos e quais são as partes do corpo que mais se esforçavam durante as tarefas, que costumam durar em média oito horas diárias. São esses softwares os responsáveis por reduzir o peso das cargas que os trabalhadores precisam lidar diariamente, além de prevenir danos na coluna e ajudar na postura corporal.

Para efeito de comparação, os módulos do braço do exoesqueleto fazem com que um assento de carro de 13 kg pareça ter apenas 1,3 kg. Isso é aliado aos outros módulos presentes no tronco e nas pernas: enquanto no primeiro as peças protegem a coluna de hérnias de disco ao levantar itens pesados, no segundo os módulos evitam que os trabalhadores gastem energia extra ao se agachar, permitindo que os profissionais sentem em uma espécie de banqueta projetada entre as coxas do indivíduo, suportando seu peso.

Embora o projeto ainda esteja em fase de desenvolvimento, os pesquisadores afirmam que desde já têm o desafio de tornar a utilização do Robo-Mate mais atraente. "A única maneira deste tipo de equipamento se tornar bem-sucedido é se os próprios trabalhadores aceitarem a tecnologia", afirma o professor Michiel de Looze, da Organização Holandesa para Aplicações e Pesquisas Científicas TNO.

Já Wernher van der Venn, coordenador do projeto e chefe do instituto de sistemas mecatrônicos da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, na Suíça, alega que "o protótipo é funcional, mas a aparência dele ainda é estranha e pode assustar as pessoas", indicando que o visual do aparelho deve sofrer mudanças antes de chegar oficialmente ao mercado. Por isso, os engenheiros estão adaptando o exoesqueleto para dar aos trabalhadores a impressão de que ele está ali para ajudá-los.

"Não temos o objetivo de criar super-heróis. Queremos desenvolver um auxiliar que apoia os funcionários em seu trabalho diário e os mantém saudáveis", concluiu Leonard O'Sullivan, especialista em ergonomia e design de produtos na Universidade de Limerick, na Irlanda.

Fontes: Phys.org, Gizmag, Gizmodo

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