Nave espacial russa que perdeu controle se desintegra na atmosfera da Terra

Por Redação | 08 de Maio de 2015 às 07h41
photo_camera Divulgação

A aeronave espacial não-tripulada Progress M-27M se desintegrou completamente ao reentrar na atmosfera da Terra sobre o Oceano Pacífico na madrugada de sexta-feira (8), uma semana depois dos operadores russos perderem o controle do cargueiro.

De acordo com a agência espacial Roscosmos, o objeto foi destruído às 5h04, horário de Moscou - noite de quinta-feira (7), às 22h04, horário de Brasília. Ainda não há informação sobre fragmentos.

"A nave espacial Progress M-27M deixou de existir às 5h04 de Moscou em 8 de maio de 2015. Sua entrada na atmosfera foi realizada sobre o Oceano Pacífico central", disse a agência. Anteriormente, a previsão era que destroços da aeronave atingissem partes do leste europeu e fossem encontrados no leste dos Estados Unidos, Colômbia, Brasil, Sul da África e até na Indonésia.

O acidente ocorreu em 28 de abril, algumas horas depois do lançamento da Progress M-27, que seria acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS) seis horas depois de sua decolagem. Pesando 2,5 toneladas, a nave de transporte de material e mantimentos como combustível, oxigênio, alimentos e equipamentos científicos para os astronautas deixou de responder aos engenheiros russos e começou a ter reações incontroláveis.

Além do material, a Progress também transporta uma réplica da bandeira soviética que o Exército Vermelho hasteou em 1945, em Berlim. Ela seria utilizada pelos astronautas russos da ISS para celebrar o 9 de maio, data que marca a vitória aliada contra os nazistas na 2ª Guerra Mundial.

Segundo a Roscosmos, o voo desde o Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, até o espaço ocorreu normalmente. No entanto, pouco depois de sair da atmosfera - cerca de 1,5 segundo antes da separação da nave do veículo lançador -, houve perda de dados do sistema de telemetria (responsável por enviar informações à Terra). A agência russa ainda tentou fazer uma manobra para o pouso seguro da nave não-tripulada, mas o plano foi descartado por apresentar riscos.

A perda da nave de carga vai custar cerca de 500 milhões de euros, mas não põe em risco a tripulação da ISS, que tem reservas para vários meses. Uma nave de abastecimento Dragon, da empresa norte-americana SpaceX, deve chegar à ISS a partir de 19 de junho, levando mantimentos e outros materiais necessários para a vida no espaço.

As naves da família Progress são usadas pelos russos há 35 anos. Até agora, os equipamentos só sofreram um acidente em toda a sua história, em agosto de 2011, por uma falha do foguete reparador. Um relatório será elaborado até 13 de maio e nele estará a conclusão sobre o que provocou a falha em um dos processos do lançamento.

Fontes: AFP, ABC, G1

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