NASA pode acelerar o retorno do homem à Lua

Por Redação | 16.02.2017 às 14:47

Na última quarta-feira (15), a NASA anunciou que está considerando a possibilidade de levar astronautas no primeiro voo do seu novo foguete, o Space Launch System (SLS). Isso poderia antecipar o retorno do homem à Lua.

Inicialmente, o projeto do primeiro lançamento do SLS, previsto para acontecer em 2018, não incluía a presença de uma equipe para testar os sistemas a bordo do foguete e da cápsula, chamado Orion.

No entanto, se a NASA realmente decidir transformar o voo inaugural do foguete em uma missão tripulada, muito trabalho ainda precisa ser feito. Isso significa que a inauguração do foguete gigante não aconteceria antes de 2021.

"Conheço os desafios associados a tal proposta, como a revisão da viabilidade técnica, os recursos adicionais necessários e, claramente, o trabalho extra exigiria uma data de lançamento diferente", admite o administrador interino da NASA, Robert M. Lightfoot Jr.

A ideia parece ter total apoio das empresas Boeing e da Lockheed Martin, que estão construindo o foguete SLS e a cápsula Orion. "A possibilidade de a NASA acelerar a linha do tempo para colocar os seres humanos na Lua e em Marte é emocionante", disse um porta-voz da Boeing.

Originalmente, os planos da NASA eram para que a cápsula passasse três semanas no espaço ao orbitar a Lua a cerca de 40.000 milhas acima de sua superfície. Uma vez que isso seria impossível de conseguir com uma tripulação a bordo, a missão deve ser ajustada para orbitar a Lua e depois retornar à Terra em 20 horas. Vai ser um voo muito mais curto, com certeza, mas o administrador da Agência Espacial acredita que pode "acelerar o esforço para levar os seres humanos para o espaço".

Durante o seu discurso inaugural, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma menção passageira de um desejo de "desvendar os mistérios do espaço". Lightfoot escreveu em seu memorando: "De acordo com as minhas interações com a equipe de transição, a NASA é claramente uma prioridade para o presidente e seu governo".

Fonte: The New York Times