NASA fecha contrato de US$ 67 mi para novo sistema de propulsão elétrica

Por Redação | 20 de Abril de 2016 às 19h05

A NASA fechou um contrato de US$ 67 milhões com a fabricante de motores para foguetes Aerojet Rocketdyne com o objetivo de criar um novo sistema de propulsão elétrica que poderia ser utilizado para missões de exploração espacial. A agência norte-americana quer utilizar tal tipo de propulsão para a futura Asteroid Redirect Mission (ARM), bem como para missões em Marte.

Ao contrário da propulsão química, que utiliza reações químicas para produzir empuxo, o novo sistema utiliza a eletricidade. Painéis solares instalados em uma nave espacial podem converter a luz solar em uma carga elétrica, que é utilizada para estimular e acelerar o propulsor. Este propulsor ionizado é em seguida conduzido para fora da parte traseira do veículo espacial, impulsionando a nave para frente. Tal técnica utiliza menos combustível do que propulsão química.

A NASA já utilizou propulsão elétrica em algumas das suas missões, incluindo a sonda Dawn, que está orbitando o planeta anão Ceres. Mas, a agência espacial quer algo muito mais robusto. Como parte do contrato de 36 meses, a Aerojet irá desenvolver um avançado sistema elétrico de propulsão (AEPS), que é 10 vezes mais eficiente do que os sistema de propulsão química utilizados atualmente e tem duas vezes mais empuxo que a propulsão elétrica que já foi desenvolvida. A NASA ofereceu um protótipo de sistema de propulsão para que a empresa siga como guia.

O objetivo é utilizar o sistema de propulsão elétrica avançada na parte robótica da ARM da NASA, que envolve o envio de uma nave espacial a um asteroide, capturando parte da rocha espacial. Essa missão está programada para acontecer em algum momento a partir de 2020.

Via The Verge

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