NASA explica como pretende plantar batatas em Marte

Por Redação | 23 de Dezembro de 2015 às 10h01
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Plantar vegetais em Marte para garantir sua sobrevivência pode parecer algo presente no roteiro de um filme de ficção científica, mas em breve será parte da nossa realidade - ao menos de acordo com os planos da NASA. A agência espacial dos Estados Unidos está conduzindo experimentos com o Centro Internacional de Batatas do Peru (CIP) para que seja possível plantar e colher o tubérculo no solo marciano.

De maneira similar ao filme Perdido em Marte, estrelado por Matt Damon, as companhias esperam construir um domo no Planeta Vermelho para o cultivo de batatas que alimentarão os astronautas que serão os primeiros seres humanos a pisarem em Marte, o que está previsto para acontecer em 2030.

Para replicar as condições do planeta em laboratório, o experimento usará o solo do deserto Pampas de La Joya, localizado no Peru, que tem composição semelhante ao solo marciano. O sucesso do projeto abrirá caminhos para que o cultivo de alimentos no planeta acompanhe a exploração humana, mas também servirá para que o CIP desenvolva novos métodos para cultivar batatas em condições desfavoráveis na Terra, aumentando sua produção mundial e potencialmente salvando vidas.

“Nós precisamos que as pessoas entendam que se nós conseguirmos crescer batatas em condições extremas como às de Marte, nós conseguiremos salvar vidas na Terra”, afirmou Joel Ranck, líder de comunicação do CIP.

batatas em Marte

A fome atualmente afeta cerca de 842 milhões de pessoas em todo o mundo, e o aquecimento global tem feito com que terrenos antes férteis não consigam mais prover alimentos para os seres humanos. Desenvolver técnicas que permitam o plantio de batatas em regiões inóspitas é um desafio do Centro, uma vez que o vegetal é rico em carboidratos (que fornecem energia), além de vitamina C, ferro e zinco. E “qual a melhor forma de entender as mudanças climáticas do que cultivar em um planeta que morreu há dois bilhões de anos?”, indaga Ranck.

Fonte: Phys.org

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