NASA está certa de que encontraremos vida extraterrestre em até 20 anos

Por Redação | 10.04.2015 às 10:34
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Durante um painel sobre missões da NASA, que aconteceu nesta terça-feira (07) em Washington, cientistas da agência espacial discutiram a probabilidade de encontrar vida orgânica em nosso sistema solar. Para eles, essa não é uma questão de "se", mas sim de "quando".

Ellen Stofan, cientista chefe da NASA, foi mais categórica e disse: "Eu acredito que vamos ter fortes indícios de vida fora da Terra na próxima década e uma prova definitiva entre 10 e 20 anos". É claro que ele não está se referindo a homenzinhos verdes, mas sim de micróbios essenciais para a vida.

A discussão pública sobre o assunto foi provocada pelas recentes descobertas de oceanos de água líquida em muitos de nossos vizinhos planetários. A lua de Júpiter, chamada Europa, tem sido considerada a principal candidata para o encontro de vida, pois muitos astrônomos teorizam que um vasto oceano se esconde sob sua crosta gelada - e essa pode ser apenas a ponta do iceberg. Diversas outras luas e pequenos planetas também podem abrigar o precioso líquido da vida.

Lua de Jupiter

Imagem retirada do infográfico da NASA sobre os candidatos a oferecer vida fora da Terra

Os pesquisadores da agência espacial norte-americana dizem que essas revelações derrubam a ideia anterior de que, para encontrar vida, temos que olhar para planetas de estrelas com "zonas habitáveis". Essa teoria sugere que uma rocha espacial deve estar localizada a uma distância considerada perfeita de um corpo quente (assim como a Terra é do Sol) para conseguir abrigar vida. Desta forma, a temperatura fica correta e permite que a água exista no planeta em sua forma líquida.

Na lua Europa, no entanto, existe água em estado líquido mesmo que ela seja gelada e esteja localizada a mais de 400 milhões de milhas de distância do Sol. Isso é possível porque a atração gravitacional de Júpiter empurra o satélite ao seu redor, causando atrito e energia suficiente para aquecer o líquido sob a superfície. Assim, a água da lua Europa pode permanecer líquida mesmo longe de uma fonte de luz.

"Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar. Na maioria dos casos nós temos a tecnologia e estamos no caminho para implantá-la. Acho que estamos no caminho certo”, afirmou Stofan.

Via Popular Science / NASA