NASA detecta átomos de oxigênio em Marte pela primeira vez em 40 anos

Por Redação | 10 de Maio de 2016 às 07h37
photo_camera NASA

A atmosfera do Planeta Vermelho é composta em sua maioria por dióxido de carbono, além de nitrogênio e argônio, contando com uma pequena parcela de monóxido de carbono, vapor de água, óxido nítrico e… sim, oxigênio. É sabido que cerca de 0,2% da atmosfera de Marte seja composta da substância que respiramos aqui na Terra, e pela primeira vez em quarenta anos a NASA detectou mais átomos de oxigênio por lá.

A descoberta foi feita graças ao SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy), observatório espacial localizado a 13,7 quilômetros acima da Terra. Os átomos de oxigênio foram encontrados na parte superior da atmosfera marciana (conhecida como mesosfera), e, apesar de não representar uma quantidade suficiente para acender esperanças do Ser Humano respirar em Marte sem a ajuda de equipamentos, o feito poderá ajudar os cientistas e astrônomos a entenderem melhor como os gases nativos de Marte escaparam dali muitos anos atrás.

A última vez que foi detectada presença de oxigênio em Marte foi durante as missões Viking e Mariner, da NASA, enviadas ao nosso planeta vizinho na década de 1970. O motivo de tanta demora em identificar mais átomos desse gás por lá está na nossa própria atmosfera, mais especificamente no nosso céu azul. Pamela Marcum, do projeto SOFIA, explicou que “para observar os necessários comprimentos de onda em infravermelho à distância a fim de detectar átomos de oxigênio, os pesquisadores precisariam estar acima da maior parte da atmosfera da Terra e utilizar instrumentos muito sensíveis - nesse caso, um espectrômetro”. E somente com o SOFIA esse feito foi possível.

Por enquanto, a equipe de cientistas responsável pela descoberta ainda não anunciou exatamente a quantidade de oxigênio que descobriram na mesosfera marciana, mas já disseram ter sido uma quantidade menor do que a esperada.

Fonte: NASA