Instituto financiado por Elon Musk busca evitar domínio das máquinas

Por Redação | 03 de Julho de 2015 às 16h08

Elon Musk, atual CEO da Tesla e da SpaceX, tem doado milhões de dólares para o Future of Life Institute, que tem como objetivo realizar pesquisas para diminuir os possíveis riscos do desenvolvimento da inteligência artificial. Musk já declarou em diversas oportunidades que está preocupado com os rumos que a inteligência artificial tem tomado.

Na busca por trabalhar em manter a inteligência artificial em seu devido lugar, se fortalecendo apenas como algo "vigoroso e benéfico" para a humanidade, o Future of Life Institute distribuiu nesta semana 37 bolsas de estudo para pesquisadores que possuem projetos para esta finalidade. Somente Musk ofereceu US$ 10 milhões para a causa.

Os cientistas e pesquisadores da instituição sediada na cidade de Boston (EUA) são especializados nos mais diversos campos de pesquisa. A equipe conta com matemáticos, que trabalham em modelos probabilísticos para softwares de inteligência artificial, bem como profissionais especializados em tecnologia e até mesmo filósofos que possuem como papel entenderem a estrutura teórica para o controle de armas autônomas por parte do ser humano.

O Future of Life está trabalhando para desenvolver um código de boas práticas de engenharia e princípios éticos que devem moldar empresas, universidades, instituições e pessoas que trabalham com inteligência artificial. A instituição já distribuiu milhões de dólares para que outros profissionais possam investigar e estudar o uso da IA em diversas áreas da sociedade, como cibersegurança e ações militares, uma questão estudada pela própria ONU.

O presidente do Future of Life Institute e físico do MIT, Max Tegmar, fez uma comparação com o filme em cartaz da série Exterminador do Futuro, que retrata o combate entre máquinas e humanos na Terra. "O perigo do cenário mostrado na série não é de que um dia ele aconteça, mas sim que ele nos distraia dos problemas reais gerados pela Inteligência Artificial no futuro", explicou.

Tegmar afirmou ainda em um comunicado que os robôs armados ou superinteligentes podem aumentar no futuro e que os problemas com eles também deverão crescer.

Várias empresas trabalham atualmente no aprimoramento de suas próprias inteligências artificiais. O Facebook, por exemplo, busca entender o envolvimento das pessoas em sua rede social. Já a Microsoft e a Apple estudam maneiras de desenvolver assistentes virtuais, como a Cortana e a Siri, quase perfeitas.

Via: Recode
Fonte: Future of Life Institute

Fonte: http://www.theverge.com/2015/7/3/8889515/elon-musk-funding-37-ai-research-projects

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.