Instituto de Sean Parker cria teste que ajuda no tratamento contra o câncer

Por Redação | 11.04.2017 às 16:49

Nem só de novos smartphones e aplicativos vive o mundo da tecnologia. Embora tudo realmente gire em torno de lançamentos, vendas e muito dinheiro, alguns dos principais nomes desse mercado aproveitam sua fortuna para fazer algo de bom além de desenvolver um processador mais poderoso. É o caso de Sean Parker, antigo fundador do Napster e parte fundamental da história do Facebook e cujo instituto de pesquisa de combate ao câncer acaba de desenvolver um tipo de teste que pode ajudar milhões de pacientes em seus tratamentos contra a doença.

O chamado Institute for Cancer Immunotherapy encontrou uma forma de descobrir se pacientes com câncer de pele serão capazes de reagir à proteína PD-1 usada para combater as células cancerígenas no organismo a partir de um simples exame de sangue. Como aponta o jornal científico Nature, essa novidade promete não apenas trazer respostas rápidas a médicos e pacientes como garantir uma melhor qualidade de vida para a pessoa, já que ela saberá se o tratamento vai ter efeito ou não, evitando que ela passe por aquele desgastante processo de tentativa e erro.

De acordo com cientistas da University of Pennsylvania e do Memorial Sloan-Kettering, as pesquisas conseguiram chegar a um nível de biomarcadores no sangue que, em conjunto com as células cancerígenas, indicam se determinado tratamento será responsivo ou não. A explicação completa, é claro, é bem mais detalhada e científica e pode ser conferida na íntegra no artigo publicado pela Nature.

E a participação de Parker nesse processo foi exatamente em sua insistência em torno do projeto e da criação do instituto. Para isso, ele arregimentou centenas de cientistas de diversos universidades dos Estados Unidos para se concentrarem no combate ao melanoma, considerado o tipo mais grave câncer de pele. Para tornar todo esse projeto real, ele desembolsou nada menos do que US$ 250 milhões — cerca de R$ 783 milhões na cotação atual. É uma quantidade considerável de dinheiro, mas apenas uma fração da fortuna do empresário, atualmente estimada em US$ 3 bilhões (R$ 9,4 bi).

Como dito, trata-se apenas de uma nova forma de avaliar a eficácia do tratamento e não uma cura propriamente dita, mas ainda é algo a ser comemorado. Além disso, esse resultado marca também a primeira grande colaboração científica do instituto de Parker. Até então, muita gente ainda olhava com desconfiança para a iniciativa do bilionário, mas parece que os primeiros frutos não demoraram tanto a aparecer, visto o reconhecimento obtido por uma das publicações mais respeitadas do meio científico. Com isso, espera-se que essa parceria entre instituições de pesquisa consiga, com um pouco mais de tempo, trazer respostas mais significativas em direção à cura do câncer.

Vale lembrar ainda que Parker não é o único nome da tecnologia ligado a pesquisas de combate à doença. Empresas como a Alphabet possuem divisões dedicadas a projetos que buscam maneiras de acabar com o problema, seja com novas técnicas de identificação ou de melhorar o tratamento. E, com muito dinheiro em jogo, é possível que os avanços sejam bem mais representativos.

Via: Techcrunch