IBM cria molécula que pode ser a chave para acabar com diversos vírus

Por Redação | 11 de Maio de 2016 às 18h45

Atualmente, uma das doenças mais temidas no mundo é o zika, isso porque o vírus causador sofre mutações muito rapidamente, dando a ele o poder de resistir a vacinas e a outras armas da indústria farmacêutica. Felizmente, os pesquisadores da IBM acreditam que a tecnologia pode ajudar a combater efetivamente o zika e centenas de outros vírus, da gripe até o Ebola.

A IBM anunciou nesta quarta-feira (11) que identificou uma macromolécula (essencialmente uma construção química multifacetada) produzida do zero por um grupo de bioengenheiros e que pode ser capaz de acabar com muitos tipos de vírus resistentes às drogas. A molécula foi desenvolvida e testada pela IBM Research em conjunto com o Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Cingapura (IBN, na sigla original). O pesquisador sênior da IBM Research, Hames Hedrick, responsável pelo experimento, afirmou que toda a tecnologia criada pela empresa pode ser transportada para o campo da medicina.

A nova macromolécula possui três armas para lutar contra os vírus: um componente dela utiliza laços eletrostáticos para se prender a ele e impedi-lo de infectar células saudáveis; um segundo componente neutraliza os níveis de acidez dentro da célula do vírus, tornando difícil para os vírus se multiplicarem; por último, a molécula contém um tipo de açúcar chamado manose, que pega células saudáveis no sistema imunológico e as leva para perto do vírus, para que eles possam ser combatidos mais efetivamente.

No laboratório, a molécula criada demonstrou eficiência contra vários tipos de vírus, incluindo o Ebola, dengue e herpes simples. Os cientistas não observaram sinais de resistência, algo muito positivo, uma vez que a molécula foi criada especificamente para interromper o processo viral independentemente das mutações que o vírus possa sofrer com o tempo.

As equipes da IBM e do IBN publicaram os resultados da pesquisa na edição mais recente do jornal Macromolecules.

Fonte: Forbes

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