Governo americano aprova salmão geneticamente modificado para consumo

Por Redação | 25.11.2015 às 16:09

Em uma notícia que pode muito bem ser a sinopse de um daqueles filmes pós-apocalípticos, a FDA, agência de vigilância sanitária do governo dos Estados Unidos, aprovou a venda de uma espécie geneticamente modificada de salmão para consumo humano. A carne dos peixes da raça AquAdvantage deve começar a chegar aos mercados americanos no ano que vem.

Criado a partir de uma mistura entre duas raças, a Atlântica e a Chinook, o salmão alterado em laboratório foi criado para ter um crescimento duas vezes maior que os peixes comuns, além de se manter ativo durante todo o ano, o que melhora a qualidade da carne. Isso foi obtido com a inserção de genes de outros peixes em um trabalho que durou quase 20 anos e foi feito pela AquaBounty Technologies, que agora, detém os direitos exclusivos de venda da espécie.

A companhia garante que a carne é 100% segura para consumo e pede que as pessoas não tenham temores. Segundo a AquaBounty, 80% dos produtos industrializados disponíveis nas prateleiras dos EUA já contam com algum tipo de modificação genética, principalmente quando se fala em grãos como milho e soja.

Por outro lado, os críticos do experimento afirmam que ainda não existem dados o suficiente para afirmar que o consumo de alimentos transgênicos não faz mal à saúde, o que já levou grandes redes varejistas, como a Whole Foods, a afirmarem que não venderiam os produtos. Além disso, outro ponto a ser considerado é a possibilidade de o processo de manipulação genética acabar criando animais que, caso terminem soltos na natureza, criem alterações imprevisíveis no ambiente, modificando a fauna e a flora de maneiras potencialmente irreversíveis.

A AquaBounty, por outro lado, dispensa tais alegações, afirmando que é impossível que os salmões AquAdvantage fujam, pois são criados em isolamento, além de serem todos fêmeas estéreis. Os tanques ficam em unidades ao lado de aquíferos ou rios com alta população de outros peixes, que também foram usados nos estudos.

Fonte: Time