Google e NASA criam supercomputador quântico incrivelmente potente

Por Redação | 09.12.2015 às 13:50 - atualizado em 09.12.2015 às 14:02
photo_camera Divulgação/D-Wave

A agência espacial dos Estados Unidos (NASA) e o Google criaram, em parceria, um computador quântico que consegue ser compacto quando comparado a outros supercomputadores, mas sem perder na questão de desempenho. O equipamento utiliza um D-Wave 2X, o processador quântico mais potente do mundo adquirido pela dupla em setembro deste ano, e atualmente está alocado na sede de Supercomputação Avançada da NASA.

A grande diferença da computação quântica em relação aos computadores tradicionais está no princípio computacional da coisa. Enquanto nas máquinas convencionais cada bit representa zero ou um, em um computador quântico os bits podem, ao mesmo tempo, representar zero e um. Assim, se em uma máquina convencional três bits significam um entre oito valores, na computação quântica, três bits podem significar todos os oito valores de uma só vez. Com isso, o equipamento se torna capaz de realizar cálculos avançados de maneira ainda mais ágil.

Para se ter uma ideia do desempenho, os engenheiros de Google e NASA envolvidos no projeto informam que, durante os testes, o computador com o D-Wave 2X foi capaz de realizar um problema de otimização 100 milhões de vezes mais rapidamente do que uma máquina convencional, com um único núcleo de processamento. Apesar de estudos em fases iniciais, os pesquisadores esperam que tais supercomputadores quânticos possam ter um uso comercial mais amplo dentre de alguns anos.

D-Wave 2X

D-Wave 2X: processador quântico que dá vida ao supercomputador do Google e da NASA. (Foto: Divulgação/D-Wave)

A estrada é longa

Contudo, há muito trabalho. Isso porque é preciso ampliar as capacidades do computador, pois ele se saiu bem apenas em uma tarefa para a qual foi otimizado de forma específica. De qualquer maneira, problemas de otimização podem apresentar desafios bastante significativos no futuro da humanidade, especialmente na exploração espacial. Assim, calcular as melhores rotas entre pontos distantes entre si no espaço seria uma tarefa penosa para máquinas comuns, mas bem simples para computadores quânticos.

“NASA tem uma ampla variedade de aplicações que não podem ser solucionadas de forma otimizada em supercomputadores tradicionais em uma quantidade de tempo realista devido à sua complexidade exponencial”, informa o diretor de exploração tecnológica da NASA, Rupak Biswas, em entrevista ao PC World. “Então, os sistemas que usam efeitos quânticos oferecem uma oportunidade de resolver tais problemas”.

Fonte: Cornell University Library, PC World