Funcionária da Google bate o recorde mundial de dígitos descobertos no número Pi

Por Rafael Rodrigues da Silva | 14 de Março de 2019 às 18h10
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Nesta quinta-feira (14), em comemoração ao “Dia do Pi”, a Google revelou ao mundo uma façanha impressionante realizada pela desenvolvedora Emma Haruka Iwao, que definiu um novo recorde para a quantidade de dígitos descobertos após a vírgula no número Pi.

O recorde anterior, que definiu a marca de mais de 22 trilhões de dígitos em 2016, foi batido este ano por Haruka, que descobriu pouco mais de 31 trilhões de dígitos após a vírgula no número Pi. A façanha foi revelada pela Google apenas nesta quinta, mas já foi reconhecida pelo Guinness, que coloca a desenvolvedora como a atual detentora do recorde.

De acordo com Haruka, os cálculos ocorreram durante 121 dias sem intervalos, e o valor atual foi conseguido utilizando-se o mesmo método usado no recorde anterior, que consistia em usar um tipo de operação chamado y-cruncher — mas, para quebrar o recorde, Haruka efetuou essa operação com a ajuda de 25 máquinas virtuais do Google Cloud, que processaram 170 TB de dados até alcançar os pouco mais de 31 trilhões de dígitos.

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Ainda que a descoberta não seja uma revolução para a matemática em si (o Pi é utilizado em cálculos com no máximo 40 dígitos, que é a quantidade necessária para se calcular a medida da circunferência visível do Universo com a precisão de um átomo), os cálculos mostram o quão potentes e estáveis são os servidores em nuvem da Google, já que qualquer mínima interrupção durante a operação faria com que Haruka fosse obrigada a retornar à estaca zero.

A vida de Pi

Comemorado no dia 14 de março (data escolhida porque, como na notação de calendário dos EUA se utiliza o mês antes do dia, essa data é mostrada como 3/14, e os três dígitos iniciais do número Pi são 3,14), o Dia do Pi é uma “homenagem nerd” ao número mais intrigante e à constante mais importante de toda a matemática.

Definido na geometria Euclidiana como a proporção entre o raio e o diâmetro de uma mesma circunferência e, em aplicações com mais de duas dimensões, como duas vezes o menor valor positivo de x quando cos (x) = 0, o número já é usado pela humanidade há mais de dois mil anos, e as primeiras aparições escritas dele datam de tabuletas de argila babilônicas do período entre 1900-1600 A.C.

O que faz do Pi um número tão especial é que, além de ser uma constante presente em todo o universo, é que ele é um número irracional (ou seja, não pode ser descrito como a proporção entre duas integrais, possui um número infinito de dígitos quando em estado decimal e esses dígitos nunca terão padrões repetidos) mas, ao mesmo tempo, ele também não é um número algébrico (ou seja, não pode ser a raiz de uma equação polinomial diferente de zero com coeficientes racionais) e a sua sequência de dígitos é tão sem padrão que ela até mesmo passa por qualquer teste de aleatoriedade estatística ao qual o número seja submetido.

Mais do que um número, o Pi se tornou uma “marca” entre nerds do mundo todo, e é usado para estampar camisetas, itens de decoração, lápis, canetas, cadernos e qualquer outro produto que se possa imaginar. Além disso, o número ainda é utilizado em diversas brincadeiras com comida, já que em inglês o número Pi possui a mesma fonética de “Pie”, que em português quer dizer “torta”.

Pi-adas à parte, o dia 14 de março é também histórico para a ciência do século XX, pois é uma data importante para lembrarmos dos dois maiores físicos de nossa época: foi neste dia, em 1879, que nasceu Albert Einstein, mesma data, mas em 2018, em que ocorreu a morte de Stephen Hawking.

Fonte: 9to5Google, Wired

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