Fotos da New Horizons revelam que Plutão possui crateras de metano congelado

Por Redação | 22 de Abril de 2016 às 21h00

No finalzinho de 2015 tivemos o deleite de ver os resultados de uma missão não-tripulada lançada pela NASA em janeiro de 2006. A Sonda New Horizons demorou mais de 9 anos para chegar ao seu objetivo final: capturar as belíssimas imagens de Plutão, o mais simpático dos planetas exteriores e que tem uma mancha em formato de coração em sua superfície.

Enviando imagens à NASA desde junho do ano passado, conforme vai chegando mais perto de Plutão, a New Horizons consegue capturar fotos cada vez mais detalhadas do planeta e seus satélites: dessa vez a sonda conseguiu registrar com sua super câmera de longas distâncias (LORRI) uma série de crateras aneladas na parte mais escura do planeta. Como você pode ver na imagem logo abaixo, o hemisfério "ocidental" em sua parte mais avermelhada conta com uma série de anéis que, de acordo com a agência, são formados por gelo. Isso acaba criando o efeito "auréola" que vemos, onde a extremidade das crateras é mais clara do que seu interior.

Plutão

(Reprodução: NASA)

A parte inferior é uma imagem capturada pela LEISA, uma espécie de câmera com as mesmas capacidades da LORRI mas que captura imagens diferindo elementos a partir de seus espectros. Na cor roxa temos o gelo dos anéis, que é formado por metano, o gelo comum formado por água é mostrado nas redondezas em azul. Vale lembrar que aqui o metano é um elemento extremamente inflamável e é também um gás causador do efeito estufa, o que nos faz imaginar a tamanha ausência de calor que o faz ficar em estado sólido na superfície de Plutão.

As fotos são na verdade um mosaico feito com várias fotos capturadas pelas câmeras da New Horizons em diferentes distâncias. Conforme o tamanho das crateras e dos elementos da imagem mudam de tamanho a cada vez que a sonda se aproxima, a NASA consegue pressupor o tamanho dos anéis. A maior delas capturada pela agência (na imagem ampliada em preto e branco) tem aproximadamente 50 quilômetros de diâmetro.

Via: Scitech Daily

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