Festival leva ciência às mesas de bares em 56 cidades do Brasil

Por Wagner Wakka | 14 de Maio de 2018 às 16h00
photo_camera Denise Casatti

Desde metade do século passado, cientistas como Albert Einstein já se mostravam preocupados em como seria possível promover a divulgação científica de forma simples, com linguagem que o público comum pudesse compreender. Esta foi a mesma preocupação de dois pesquisadores da Imperial College London. Em 2012, eles organizaram um evento chamado Encontro com Pesquisadores, em que pessoas que sofriam de doenças degenerativas como Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla eram levadas ao laboratório para conhecer os trabalhos que estavam sendo feitos na área.

Dessa experiência, nasceu o projeto lá na Europa, de levar a ciência para a fora das universidades de institutos de pesquisa. Desde 2013, o Pint of Science se proliferou do Reino Unido para 21 países.

Aqui no Brasil, o projeto chegou em 2015, em uma iniciativa da jornalista Denise Casatti em São Carlos, onde fica o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo. Até 2017, esse número subiu para 22 cidades. Já neste ano, são 56 localidades, com a expectativa de 50 mil pessoas nos bate-papos descontraídoss.

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“É um desafio ensinar conceitos em uma conversa no bar, mas, se conseguirmos encantar as pessoas, despertar sua curiosidade, elas buscarão o conhecimento. É esse encantamento que procuramos despertar no Pint of Science”, afirma a coordenadora do festival no país, Natalia Pasternak Taschner.

Coordenadores são eleitos para regiões e cidades. Com isso, entram em contato com estabelecimentos que podem fornecer o local para Pint of Science. O visitante não precisa fazer inscrição, apenas escolher entre os assuntos que interessam, comparecer ao local e pagar o que consumir no local.

Os temas variam em todas as áreas do conhecimento. Em São Carlos, onde a ideia chegou ao Brasil, neste ano haverá um debate sobre febre amarela, biotecnologia e até a possibilidade de riqueza com criptomoedas. Já em São Paulo, os estabelecimentos vão debater sobre teorias das cordas, ondas gravitacionais, até fabricação de cerveja e diferentes abordagens sobre as comidas de rua.

Para saber se sua cidade participa do projeto e se há algum tema que lhe possa interessar, basta entrar no site oficial do evento. O festival acontece em todo o Brasil entre os dias 14, 15 e 16 de maio e não tem fins lucrativos, sendo que os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração.

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