ExoMars: missão a Marte registra primeira imagem estéreo

Por Redação | 14 de Abril de 2016 às 20h05
photo_camera ESA

Há cerca de um mês, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) conseguiu, após diversos atrasos, efetuar o lançamento do primeiro foguete da missão ExoMars. Embora a espaçonave ainda esteja razoavelmente distante do seu destino final em Marte, foi retornado recentemente o primeiro registro fotográfico da longa viagem ao Planeta Vermelho.

Embora a primeira impressão seja apenas de uma imagem granulada, serviu para colocar à prova o sistema CaSSIS (Colour and Stereo Surface Imaging System), incluído na sonda Trace Gas Orbiter e capaz de registrar imagens em estéreo. Conforme explicação da própria ESA:

“A imagem mostra o resultado da captura de um frame pela CaSSIS, quando então o mecanismo da câmera é girado, a fim de registrar mais um. Ao subtrair os dois quadros, uma série de pontos claros e escuros pode ser vista, todos igualmente se complementando, em uma demonstração que se trata de imagens positivas e negativas das mesmas estrelas.”

ExoMars

Ainda de acordo com a nota, essa será a mesma tecnologia utilizada para registros quando a Trace Gas Orbiter estiver em órbita 400 quilômetros acima da superfície marciana – efetuando fotografias ao se aproximar e ao se distanciar de determinada faixa de terra, o que é conseguido com rotações de 180 graus.

Todos os sistemas operantes

A chegada da imagem à Terra é também um bom sinal do status da missão. Dando sequência ao lançamento bem sucedido, a equipe em terra já pôde testar os sistemas de controle, navegação e comunicação – este proporcionando uma troca de dados à velocidade de 2 megabits por segundo, canal por onde trafegou a referida imagem.

Lançado em meados de março de uma base no Cazaquistão, o primeiro foguete da ExoMars partiu para uma viagem de sete meses até o planeta vermelho. Juntamente com a sonda Trace Gas Orbiter, vai o Schiaparelli, módulo responsável por efetuar testes de reentrada na atmosfera, devendo ainda aterrissar com equipamentos a serem utilizados em futuras missões do projeto.

ExoMars

Uma vez na superfície, o Schiaparelli passará a executar análises ambientais envolvendo, sobretudo, a medida de campos elétricos que devem ajudar a entender os gatilhos das tempestades de poeira que cortam constantemente a superfície de Marte. Por fim, a TGO também será responsável por encontrar um ponto de aterrissagem e retransmissão de dados para a missão a ser lançada em 2018 – a qual deve culminar na implantação de uma plataforma científica estacionária na superfície marciana.

Fonte: ESA.

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