Estudo confirma: o Universo está morrendo

Por Redação | 14 de Agosto de 2015 às 08h14

Um estudo com mais de 200 mil galáxias mostrou que o Universo está produzindo metade da energia que costumava produzir há 2 bilhões de anos – e esse número continua caindo. Para conseguir esses dados, cientistas analisaram os comprimentos de onda da luz ultravioleta ao infravermelho.

De acordo com informações do Centro de Pesquisa Espacial da NASA, as estrelas mais velhas estão desaparecendo mais rápido do que novas estrelas estão se formando, uma tendência que eventualmente vai tornar o Universo um lugar mais frio e solitário. "Em algum momento, toda a matéria acabará se deteriorando. Estamos observando as luzes se apagarem lentamente", explicou o astrônomo Mehmet Alpaslan.

A pesquisa foi divulgada durante a conferência da União Astronômica Internacional (UAI), no Havaí, e é resultado de um esforço internacional que já dura sete anos para medir distâncias e a energia dessas milhares de galáxias. A UAI é uma sociedade científica cujos membros individuais são astrônomos profissionais de diversos países, portadores do título de doutor ou superior, e que atuam na pesquisa e na educação em astronomia.

Ao todo, sete observatórios distribuídos ao redor do mundo colaboraram com o estudo. Dados complementares também foram obtidos no Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), o telescópio espacial da NASA receptor de ondas infravermelhas ativo em sua principal missão de dezembro de 2009 até fevereiro de 2011.

Os cientistas sabem desde o final da década de 1990 que o Universo está perdendo sua força, mas esse novo estudo, intitulado GAMA, é o primeiro a mensurar a radiação das galáxias em todo o espectro. As medições foram feitas em 21 comprimentos de onda. "Ter um conjunto de dados homogêneos torna muito mais fácil entender completamente o que está acontecendo em uma galáxia", explica Alpaslan.

O declínio na produção de energia das galáxias coincide com a velocidade cada vez maior da expansão do Universo, que é atribuída a uma força antigravidade misteriosa, conhecida como energia escura. A natureza da energia escura é um dos maiores desafios atuais da física, da cosmologia e da filosofia.

O próximo passo dos astrônomos é usar os dados do GAMA para dar início a uma variedade de outros estudos, como a compreensão de como diferentes tipos de estrelas se formam e evoluem em diferentes tipos de ambientes, as taxas em que as galáxias estão se fundindo, e como essas fusões impactam a evolução das galáxias.

Via Discovery