Essas são as 7 histórias científicas mais incríveis de 2017

Por Redação | 22 de Dezembro de 2017 às 17h56

Este ano foi marcado por muitas descobertas e fenômenos sensacionais no campo da ciência. Tudo isso em meio a muita treta política, crises econômicas e embates sociais, para deixar a retrospectiva do ano um pouco mais leve e animadora.

A ciência conseguiu, em 2017, descobrir a cura para mais doenças, unir pessoas, observar fenômenos naturais de maneira sem precedentes, descobrir planetas potencialmente habitáveis e entender melhor o funcionamento de outros objetos do Sistema Solar. E são justamente essas histórias científicas que a gente destaca como as 7 mais incríveis do ano.

O eclipse solar total que uniu nações

No dia 21 de agosto, aconteceu um eclipse solar total que foi visível nos Estados Unidos e em outros países do hemisfério norte, com visualização parcial aqui do Brasil. O fenômeno é considerado raro, pois não acontecia desta maneira desde o ano de 1979. Isso fez com que centenas de milhares de pessoas parassem tudo o que estavam fazendo para se unir nas ruas, observando o fenômeno.

Estima-se que cerca de 88% dos norte-americanos deixaram suas atividades de lado para assistir ao Sol sendo totalmente encoberto pela passagem da Lua, incluindo astrônomos e cientistas amadores e profissionais, além de, claro agências espaciais do mundo todo. Novos estudos foram conduzidos observando o eclipse, contando com tecnologias que não existiam há 38 anos.

FDA libera terapia genética para curar doenças

O FDA, órgão norte-americano similar à nossa Anvisa, finalmente deu carta branca para que a medicina use a terapia genética com a finalidade de curar doenças. A tecnologia já existia há 30 anos, mas muitas controvérsias impediam que seu uso fosse liberado oficialmente. Agora, é possível tratar doenças alterando o DNA do paciente, sem a necessidade de tomar remédios que causam efeitos colaterais.

Entre os tratamentos aprovados em 2017, está um para crianças e adultos com problemas de visão, outro que trata pacientes adultos com certos tipos de linfoma, e um terceiro para crianças e jovens adultos com um tipo agudo de leucemia.

Modificação genética de embriões humanos

A técnica CRISPR foi usada com sucesso em embriões humanos pela primeira vez em 2017. Os embriões, cultivados em laboratório e descartados após o procedimento, tiveram seus genes modificados, genes esses que renderiam doenças hereditárias.

Entre os motivos pelos quais a técnica ainda não havia sido aprovada, estavam preocupações quanto a erros no processo, que poderiam causar condições de nascença imprevistas, sem falar em questões éticas, morais e religiosas.

Agora, cientistas estão aplicando a terapia CRISPR em ratos para tentar combater uma série de outras doenças congênitas, e, em breve a empresa CRISPR Therapeutics começará a fazer testes clínicos para combater doenças sanguíneas, como a anemia.

Combatendo a peste negra (mais uma vez)

A Peste Negra foi uma das maiores pandemias da história da humanidade, matando até 200 milhões de pessoas na região da Eurásia no período entre 1343 e 1353. Causada por uma bactéria, os ratos foram os principais vetores da doença, que continuou aparecendo de maneira intermitente em pequena escala pela Europa até desaparecer no começo do século XIX.

Acontece que, nos anos mais recentes, casos isolados da doença foram registrados em alguns lugares do mundo, como Madagascar, por exemplo, onde pelo menos 2.300 pessoas foram infectadas, com 207 mortes. Piorando a situação, o tipo da bactéria da vez era ainda mais raro e perigoso do que a bactéria do passado, e a questão de saúde pública ficou extremamente preocupante.

Mas, em novembro, a situação foi erradicada, muito graças aos conhecimentos obtidos pela ciência e medicina na época em que o Ebola causou uma epidemia na África ocidental. 1,2 milhão de doses de um antibiótico foram distribuídas gratuitamente para as regiões onde a peste negra se manifestou, curando os infectados, e prevenindo o contágio entre os saudáveis.

Exoplanetas que podem ser capazes de abrigar vida

Há alguns anos, astrônomos vêm descobrindo a existência de exoplanetas (aqueles que orbitam estrelas que não são o nosso Sol). Muitos deles ficam nas chamadas zonas habitáveis de seus astros, e a tecnologia atual vem permitindo analisar o nível de habitabilidade desses objetos.

Em fevereiro, a NASA revelou que descobriu sete planetas similares à Terra orbitando uma pequena estrela a apenas 40 anos-luz daqui, sendo que três deles estariam na zona habitável. Isso significa que é possível que exista por ali água no estado líquido, o que poderia indicar também a existência de algum tipo de vida.

Depois, em novembro, ficamos sabendo da descoberta do Ross 128b, exoplaneta localizado a 11 anos-luz da Terra que se tornou o mais recente candidato a ser habitável.

Cirurgias bariátricas são mesmo efetivas no combate à obesidade

As cirurgias de redução de estômago não são exatamente uma novidade, mas ainda havia muito estigma quanto ao procedimento bariátrico no mundo científico. Por ser um procedimento agressivo e de risco, apenas 1% dos norte-americanos acabam sendo aprovados para a realização da cirurgia.

Mas, ao longo do ano, um grande número de novos estudos foram conduzidos a respeito, derrubando mitos e tabus sobre a cirurgia bariátrica no combate à obesidade. Em um dos melhores estudos divulgados em 2017, os pesquisadores acompanharam mais de mil adultos operados ao longo de sete anos, e descobriram que esses pacientes perderam 28% de sua gordura corporal, e conseguiram manter a forma depois. Outros estudos chegaram à porcentagem de 30% de perda de gordura, números que são muito mais animadores do que os 5% de gordura corporal eliminados somente com dietas e exercícios.

Ainda, tais estudos revelaram que a cirurgia bariátrica também ajudou a reverter ou prevenir doenças relacionadas à obesidade, como diabetes, alta pressão sanguínea ou colesterol acima da média. Com esses avanços, o procedimento vem sendo recomendado também para pessoas mais jovens.

NASA detona a sonda Cassini na atmosfera de Saturno

Lançada em 1997, a sonda Cassini, parte da missão Cassini-Huygens, foi enviada pela NASA para estudar Saturno, seus anéis e suas luas. Em 2004, a sonda enfim chegou à órbita do planeta, iniciando todos esses anos de estudos sem precedentes.

Ao final da missão, quando o combustível da nave estava prestes a acabar, a NASA decidiu que a melhor solução para que a Cassini não se tornasse lixo espacial, tampouco oferecesse risco às luas de Saturno, contaminando suas superfícies com micróbios terrestres, seria sua auto-destruição. E foi o que aconteceu no dia 15 de setembro, quando os controles da sonda foram alterados para que ela desse um mergulho fatal na superfície do gigante gasoso.

Fonte: Vox

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