Conheça Adeline, o foguete reutilizável criado pela Airbus

Por Redação | 09 de Junho de 2015 às 08h59

Desde 2010 a Airbus trabalha secretamente no desenvolvimento de um conceito de foguete reutilizável, uma resposta inteligente às ambições da SpaceX. A novidade utiliza hélices e asas que permitem que os motores sigam uma trajetória predeterminada e voltem voando como uma espécie de drone para seu destino.

Todos os lançadores disponíveis atualmente no mercado são dispensáveis, e isso inclui o Falcon 9 da SpaceX, o Ariane 5 da Airbus, o Soyuz da Rússia, entre outros. Durante cada lançamento, os motores do foguete e seus tanques de combustível caem de volta na Terra, geralmente no oceano, e nunca mais são usados novamente. Porém, motores de foguetes não são nada baratos: a Orbital Sciences paga cerca de US$ 1 bilhão pelo motor de foguete 20 RD-180, da Roscosmos.

Elon Musk, dono da SpaceX, já disse que "se alguém descobrir como reutilizar efetivamente foguetes assim como os aviões, o custo de acesso ao espaço será reduzido em até cem vezes". Pensando nessa super economia, algumas empresas estão desenvolvendo motores capazes de trazer um foguete de volta à um local predeterminado para que eles possam ser reutilizados.

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O Adeline da Airbus ainda não está pronto para uso e isso deve acontecer apenas em meados de 2025 e 2030. Uma grande diferença entre o projeto da SpaceX e o da Airbus é que a primeira empresa está tentando trazer de volta toda a primeira fase (tanque de combustível e motores de foguetes), enquanto a segunda quer retornar apenas os motores e os aviônicos (sistema elétrico), deixando o tanque de combustível cair no oceano, como de costume.

As duas empresas também têm métodos muito diferentes de retorno. Enquanto o Falcon 9, da SpaceX, mantém combustível reserva para reduzir a velocidade de descida da primeira fase, o Adeline, da Airbus, descarta o tanque de combustível e continua seu caminho apenas sob a força da gravidade, usando hélices e asas para pousar horizontalmente.

A principal vantagem desse método, de acordo com a Airbus, é que ele requer menos combustível do que o método da concorrente. É importante ressaltar que a maior parte do preço do foguete vem dos motores e não do tanque de combustível, embora, obviamente, o pouso seguro do tanque seja muito interessante para manter um combustível adicional.

Até agora, SpaceX e Airbus são as únicas grandes empresas a anunciar foguetes reutilizáveis. A SpaceX ainda não acertou em cheio na aterrissagem da primeira fase do Falcon 9, mas já está muito perto.

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