Computação quântica deve ter grande avanço nos próximos 10 anos

Por Redação | 22 de Dezembro de 2015 às 12h30

A computação quântica está progredindo a partir de teorias de experiências em aplicações de engenharia. Com isso, cabe aos governos e empresas estimularem o potencial da tecnologia em universidades. Isso poderia ser feito a partir de programas de ensino de computação quântica e assuntos relacionados que poderiam estar disponíveis para que os alunos possam escolher alguma carreira na área.

Desde 1981, quando a IBM e o MIT organizaram uma conferência conjunta, a computação quântica tem ganhado popularidade. Na ocasião, o ganhador do Prêmio Nobel, Richard Feynman, desafiou cientistas da computação a inventar um novo tipo de computador baseado em princípios quânticos, de modo a melhorar a simulação e prever o comportamento de uma matéria real. Desde então, os cientistas tentam compreender a capacidade de um computador quântico e descobrir como construir um. Há um consenso de que os computadores quânticos são muito diferentes dos computadores de hoje, não só na aparência e em como são feitos, mas no que eles podem fazer.

Um computador tradicional faz uso de bits, em que cada bit representa 1 ou 0. Em contraste, um bit quântico, ou qubit, pode representar 1, 0 ou ambos ao mesmo tempo. Portanto o qubit pode estar no estado 00, 01, 10 e 11. Sendo assim, o número total de estados possíveis duplica. Isso permite que cálculos sejam realizados com muito mais rapidez do que o computadores tradicionais. Já foram publicado mais de 8 mil artigos sobre o tema em revistas acadêmicas só no ano passado, sendo que muitos deles vieram de professores de engenharia, em vez de teóricos ou físicos.

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Durante décadas, parecia que o sonho de construir um computador quântico sempre esteve há uns 20 anos à frente. Agora, cientistas falam sobre um avanço significativo dentro dos próximos 10 anos. A maioria das pesquisas em andamento hoje está focada na construção de um computador quântico universal que pode ser programado para executar qualquer tarefa de computação. Os principais desafios incluem a criação de qubits de alta qualidade de uma maneira que possam realizar cálculos complexos de forma controlável.

As empresas de tecnologia e pesquisadores estão se concentrando em uma abordagem chamada de recozimento quântico — que se destina a produzir algo menos do que um computador quântico universal. Essas máquinas estão limitadas a casos de uso extremamente limitado. Além disso, não está claro se o recozimento quântico produz aumento de velocidade superior ao que já pode se obter com o uso de computadores convencionais.

Fonte: TechCrunch

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