Com impressora 3D, garoto cria braço mecânico que é controlado pelo cérebro

Por Redação | 02 de Junho de 2015 às 08h34
photo_camera Reprodução/Yahoo

Easton LaChappelle, de 19 anos, poderia ser mais um morador qualquer do estado norte-americano do Colorado, mas o garoto se tornou responsável por um avanço respeitável na área da robótica recentemente.

De acordo com o próprio rapaz, a tecnologia em volta da robótica não é assim tão complexa, uma vez que ele conseguiu dominá-la completamente em uma questão de meses, sem sequer sair de seu quarto. O problema mesmo são os cursos envolvidos com o ramo. A área explorada por LaChappelle é a de membros humanos robotizados, como braços e pernas, que geralmente acarreta em despesas bastante elevadas.

Ao longo dos últimos 5 anos, porém, Easton começou a estudar sobre o desenvolvimento de mãos e braços robóticos quase que exclusivamente através da internet, se valendo de e-mails, fóruns de pesquisas e discussão para aprender. Ao longo do tempo, ele conseguiu sintetizar uma série de mãos robóticas com potencial para causar profundas mudanças na indústria e até na vida das pessoas, tudo isso custando só algumas centenas de dólares.

O avanço mais notável de Easton LaChappelle é ter feito suas realizações utilizando impressoras 3D. Um dos protótipos mais recentes foi chamado de Anthromod e é capaz de ler mentes, segundo seu criador. "Ele pode ler até dez canais do cérebro, então funciona, de certa forma, como um sensor muscular que consegue compreender os impulsos elétricos e traduzi-los para algo que possa ser lido com um software. Dessa forma nós podemos buscar padrões na leitura e tentar converter a leitura em movimento", explica Easton.

Outro aspecto importante sobre o design da Anthromod é a forma como o software controla a prótese, o que LaChappelle garante ser diferente de todos os outros métodos nas plataformas robóticas. Mesmo sendo a própria mão robótica que se move, todo o trabalho pesado fica por conta do software, que usa algoritimos capazes de facilitar o uso do braço robótico.

"Nós tivemos uma pessoa com um membro amputado testando o kit wireless de ondas cerebrais para movimentos. Depois de 10 minutos, ela já controlava a mão fluentemente", comentou o jovem cientista.

Apesar dos notáveis avanços, todos os membros robóticos produzidos pelo jovem são protótipos e ainda não estão prontos para serem aplicados em definitivo mundo afora. Mesmo assim, o jovem continua criando protótipos específicos para cada situação. Alguns, como o Anthromod, são feitos para serem usados como próteses, mas há outros membros robóticos criados para serem usados, por exemplo, em ambientes perigosos, onde robôs feitos inteiramente em impressoras 3D poderiam ser enviados para monitorar situações e locais de risco e permitir que os humanos que os controlam possam intervir à distância, sem causar danos a ninguém.

"Eu realmente tentei 'humanizar' meus projetos ao máximo", explica o norte-americano de 19 anos. Essa é provavelmente minha quinta geração de braços robóticos. Eles hoje são controlados por um sistema tele-robótico completo, o que significa que há uma luva que interpreta os movimentos da mão, acelerômetros que compreendem os movimentos do pulso e do cotovelo e até mesmo sensores que rastreiam os impulsos do bíceps e dos ombros. "Tudo isso é traduzido e interpretado pelo sistema wireless, que envia a informação ao software e esse responde fazendo com que o braço robótico imite os comandos", conclui LaChappelle.

Via Yahoo! Tech

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