Cientistas desenvolvem material 3D que elimina covid e outros patógenos

Cientistas desenvolvem material 3D que elimina covid e outros patógenos

Por Munique Shih | Editado por Douglas Ciriaco | 20 de Janeiro de 2022 às 19h50
Reprodução

A Universidade Politécnica de Hong Kong desenvolveu um material feito através de impressão 3D que pode eliminar 99% do coronavírus e outros patógenos em 20 minutos.

A equipe de sete membros da instituição iniciou o projeto de pesquisa em julho de 2020. O experimento consistiu na combinação de agentes antivirais à resina, o principal componente do processo de impressão 3D, para inativar vírus e bactérias.

90% do coronavírus eliminado

O líder de pesquisa Chris Lo Kwan Yu, professor associado do instituto de têxteis e vestuário da universidade, informou que os testes de laboratório mostraram que o material conseguiu eliminar mais de 90% do coronavírus, bem como outros patógenos presentes na superfície em apenas 10 minutos, e exterminou mais de 99% deles em 20 minutos.

Os estudos concluíram que o material tem a capacidade de eliminar quase todos os vírus e bactérias, incluindo o vírus da covid-19 e as bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli.

Efeito prolongado

No ano passado, os pesquisadores colaboraram com o Departamento de Assuntos Internos, o Hong Kong Wetland Park e uma organização ambiental para produzir alças de lixeiras, tampas de maçanetas de banheiro, botões de elevador e placas em Braille em áreas públicas.

Ao analisar as alças de uma lixeira, os autores da pesquisa constataram que o material não perdeu o efeito após um ano de uso, visto que nenhum agente patogênico foi detectado nelas, segundo o pesquisador Kan Chi Wai, também envolvido no projeto.

Pesquisadores da Universidade de Hong Kong desenvolvem material feito com impressão 3D capaz de eliminar o covid-19 (Imagem: Reprodução/Rawpixel/Envato)

A equipe também acelerou o processo de desgaste do material em seus testes de laboratório para estudar sua eficácia e durabilidade. A descoberta surpreendeu: o composto poderia matar quase 85% do coronavírus mesmo após três anos de uso.

Wai também afirmou que os componentes de desinfecção do material foram embutidos nos produtos ao invés de serem revestidos na superfície, impedindo que a limpeza diária comprometesse seu desempenho antiviral. A universidade solicitou uma patente e está negociando com diferentes indústrias para utilizar o material em toda a cidade.

Esta não é a primeira vez que a universidade cria um material antivírus: no início de dezembro de 2021, uma equipe de pesquisa do instituto desenvolveu um aço inoxidável que consegue eliminar o novo coronavírus em poucas horas, adicionando cobre e prata na mistura de metais por serem dois elementos antibacterianos inorgânicos e convencionais.

Fonte: SCMP

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