Cientistas descobrem nova forma de manipular a luz

Por Redação | 18 de Maio de 2016 às 11h29

Em mais um daqueles casos em que pesquisas científicas mudam aquilo que já estava estabelecido por estudos anteriores, estudiosos da Universidade Trinity, na Irlanda, descobriram uma nova forma de propagação de luz. Ou, melhor dizendo, foram mais fundo em um conceito já conhecido, o momento angular, descobrindo que ele pode ser mais variável e maleável do que se acreditava.

A propagação de luz acontece basicamente de duas maneiras. Ao carregar dados e também energia, ela leva consigo, também, uma característica chamada momento linear, que pode ser usada para empurrar velas solares, por exemplo, e também o tal momento angular. Essa é a forma como o raio de luz entra em rotação dentro de seu próprio eixo, um movimento que os cientistas acreditavam ser fixo por causa de uma teoria chamada de constante de Planck.

O que se observou, entretanto, é que o momento angular não acontece a múltiplos inteiros desse teorema, como se acreditava, mas em frações dele, mostrando que a rotação do raio de luz não apenas é variável, mas também maleável. O movimento acontece em cada fóton e foi descoberto com o uso de um aparato no qual a luz atravessava um cristal e suas ondas se transformavam em um cilindro, permitindo mensurar com exatidão seu movimento.

A fração descoberta, claro, é mínima, mas suficiente para ter suas consequências, principalmente, no campo das comunicações. Na visão dos cientistas irlandeses, a noção de que um raio de luz pode se movimentar de forma mais livre, e também ser manipulado, pode ter efeitos no uso dela para transmissão de dados e energia. Além disso, a descoberta de frações de números quânticos também abre a possibilidade de que outras partículas se comportem da mesma maneira.

Mas acima de tudo, a principal empolgação dos pesquisadores vem do fato de que a descoberta permite modificar concepções passadas sobre como a luz funcionava. O estudo desmonta uma noção de que certas partículas quânticas somente poderiam se movimentar em duas das três dimensões, uma ideia que vem desde a década de 1980 e que, agora, com o avanço da tecnologia, pode ser revista por meio de medições mais precisas.

Fontes: Science Advances, Silicon Republic

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