Cientistas conseguem dobrar a eficiência de células solares

Por Redação | 28 de Maio de 2016 às 09h11
photo_camera Reprodução/Tech Crunch

Uma célula solar experimental criada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) pode aumentar significativamente a quantidade de energia criada por uma área pré-determinada de painéis solares, enquanto reduz simultaneamente a quantidade de calor desperdiçada.

Segundo os responsáveis pelo experimento, a célula é capaz até de quebrar o Limite de Shockley-Queisser, que designa à máxima eficiência teórica de uma célula fotovoltaicar.

Você pode atingir esse ponto por vários métodos, como empilhamento de células, mas a melhor opção, segundo David Bierman, membro da equipe de pesquisadores, será o processo termofotovoltáico, quando a luz do sol é transformada em calor e depois é absorvida pela célula.

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As células solares funcionam melhor com ondas de luz de determinado comprimento. No caso, um feixe de luz laranja, de comprimento de onda de 600 nm, é perfeito, porque é mais longo que a luz ultravioleta, mas mais curto do que a luz infravermelha. Apenas um pouco do espectro de radiação emitido pelo sol tem 600 nm, que é o limite de quantidade de energia que a célula pode emitir.

O que os pesquisadores do MIT fizeram foi adicionar um passo entre o sol e a célula: eles criaram uma estrutura de nanotubos de carbono, capazes de absorver todo o espectro de cores. Assim, toda a energia dos fótons é convertida em calor.

Normalmente, o calor é indesejável em uma célula solar, porque é taxada como uma energia desperdiçada que pode interferir no processo. Porém, nesse caso, o calor não consegue se dissipar e, ao invés disso, a nanoestrutura converte o calor em luz no comprimento exato da célula fotovoltaica.

O resultado desse processo é um grande aumento na eficiência da célula. Se a luz do dia for completamente convertida em calor e guardada, ele pode ser posteriormente convertida em luz novamente.

Até o momento, o protótipo tem funcionado da maneira que deveria, mas a equipe ainda precisa aperfeiçoar a criação da célula. A técnica deve chegar ao mercado pra valer só daqui alguns anos.

Fonte: Tech Crunch

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