Cientistas comprovam a existência do pentaquark, um novo tipo de partícula

Por Redação | 14 de Julho de 2015 às 18h29

Cientistas do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) anunciaram que conseguiram provar a existência de uma nova classe de partícula subatômica chamada “pentaquark”.

Assim como o bóson de Higgs, o pentaquark teve sua existência teorizada durante anos. Nos início da década de 2000, experiências realizadas por cientistas afirmaram ter detectado a forma exótica da matéria, que posteriormente foi invalidada. Desde então, muitos pesquisadores desistiram do pentaquark, mas dessa vez os físicos do CERN disseram que não há mais dúvida quanto sua existência.

Como o próprio nome indica, a classe é formada por quatro quarks e um antiquark, sendo que os quarks são partículas fundamentais que formam tanto o nêutron quanto o próton, enquanto os antiquarks são as antipartículas dos quarks. Os quarks podem ser divididos em seis tipos, mas desse total apenas dois fazem parte da composição dos prótons e dos nêutrons. Os outros quatro quarks existiram apenas durante os primeiros momentos da criação do Universo, e só é possível recriá-los usando os aceleradores de partículas.

As ilustrações abaixo mostram a possível disposição dos quarks em uma partícula pentaquark igual às descobertas no LHCb:

Pentaquark

Os cinco quarks pode ser firmemente ligado (Foto: Reprodução/CERN)

Pentaquark

Eles também podem ser montados em um Méson (um quark e um antiquark) e um Bárion (três quarks), fracamente ligadas entre si (Foto: Reprodução/CERN)

"O pentaquark não é apenas uma nova partícula qualquer", afirmou Guy Wilkinson, físico e porta-voz do LHCb, um dos sete detectores de partículas do LHC e local onde o pentaquark foi descoberto. "Ele representa uma nova forma de agrupar quarks, em um padrão que nunca foi observado em quase 50 anos de pesquisas. Estudar suas propriedades nos permite entender melhor como a matéria mais comum, os prótons e nêutrons do qual somos feitos, são constituídos."

A descoberta foi feita observando a decadência de um tipo de partícula subatômica conhecida como o Bárion Lambda B e, apesar dos dados terem sido registrados entre 2009 e 2012, os cientistas preferiram ser cautelosos ao apresentar os resultados finais, principalmente devido às invalidações anteriores.

Fonte: Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)

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