Cientista explica como seres humanos poderão apagar memórias dentro de 10 anos

Por Redação | 23 de Agosto de 2017 às 15h35

Quem assistiu ao filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças chegou ao fim com uma pontinha de esperança: o dia em que será possível apagar do cérebro aquelas memórias que ninguém gostaria de manter para o resto da vida.

Pois um neurocientista britânico está dizendo que isso será possível de ser aplicado nos humanos em um futuro não muito distante — a previsão é de dez anos. Tim Bliss é um dos especialistas em cérebro mais premiados da Grã-Bretanha e estuda a memória desde 1968. 

Bliss disse que há estudos feitos em ratos que mostraram que foi possível apagar memórias ruins. "A maneira de chegar a esse resultado passa por identificar os caminhos que armazenam esse tipo de memória."

Ao desestimular esses caminhos, o estudo conseguiu reduzir a eficiência da transmissão das memórias nessas vias. Foi o que aconteceu nos ratos estudados. Ao aplicar essa técnica, a pesquisa identificou que determinada memória ruim havia sido apagada.

Provavelmente, será necessário algum tipo de abordagem cirúrgica, mas isso já se mostrou possível nos seres humanos.

Segundo Bliss, antes haverá uma abordagem farmacológica. Já há experiências nesse sentido com pessoas portadoras de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Grupos de pesquisa estão sendo submetidos a medicamentos para aliviar os efeitos da doença, e os resultados indicam o apagamento de más memórias.

Aí vem a palavra em tom de profecia de Bliss: "Eu acho que dentro de dez anos provavelmente teremos um bom controle sobre essa técnica".

Então, é esperar até 2027 para que aquelas coisas ruins que insistimos em lembrar sejam apagadas do nosso cérebro.

Fonte: Business Insider