China quer chegar à Lua e Marte até 2030

Por Redação | 05 de Maio de 2016 às 14h58

O ambicioso programa espacial da China ganhou um roadmap nesta semana, quando o governo anunciou suas duas metas para os próximos 20 anos: enviar um homem à Lua e uma sonda para Marte, que deve retornar com amostras de solo para pesquisas. Tudo deve acontecer daqui até 2035.

As missões, na realidade, têm desenvolvimento conjunto, mas acontecem em etapas. A missão robótica para Marte, por exemplo, deve acontecer nos próximos quatro anos, pelo menos, com a chegada de uma sonda ao Planeta Vermelho para obtenção de material do solo. A ideia é ir até lá, realizar a coleta e voltar, de forma que o material seja analisado por especialistas e cientistas da Terra.

Enquanto isso, lançamentos de foguetes e obtenção da órbita terrestre para experimentos acontecem a partir do segundo semestre deste ano. Para o governo chinês, mandar homens à Lua parece mais interessante, no momento, do que chegar a Marte, não apenas pelo fato de o satélite estar mais próximo, mas também pela possibilidade de ele servir como um ponto de parada para missões ao Planeta Vermelho.

A agência espacial chinesa está desenvolvendo o LM-9, um foguete cinco vezes maior que o mais avançado em utilização atualmente pelo país, o LM-5. Apesar deste último ser o utilizado nos testes preliminares, é o primeiro, com três estágios de combustão e capacidade de carregar até 140 toneladas, e deve chegar à Lua com pelo menos três astronautas e equipamento para pesquisas.

Devido ao investimento gigantesco envolvido em uma missão desse tipo, entretanto, duas alternativas estão sendo cogitadas. A primeira é a tradicional: completar o LM-9 e lança-lo da Terra pronto, em uma missão direta à Lua. Outra possibilidade é dividir o processo em três etapas, utilizando três lançamentos do LM-5 para colocação de equipamento em órbita, onde a nave lunar final seria montada e seguiria para o satélite.

Ambição, inclusive, é a palavra de ordem no programa espacial da China. A ideia inicial do país é mandar astronautas para a realização de pesquisas e coletas de amostras utilizando equipamentos recentes, que dariam melhores resultados que os utilizados pelos EUA nos anos 60. O governo, entretanto, já comenta sobre a possibilidade de criar uma base lunar para propósitos científicos e também de suporte, servindo como uma espécie de ponto de parada e reabastecimento que facilitaria uma futura missão tripulada à Marte. Um plano de filme de ficção científica, à primeira vista, mas que parece ser plenamente possível para os envolvidos.

Fonte: Popular Science