China ousa e pretende enviar missão a Marte por volta de 2020

Por Redação | 22 de Abril de 2016 às 20h08
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O programa espacial ambicioso da China tem novidades! Nesta sexta-feira (22) foi confirmada a ida de um veículo explorador a Marte por volta de 2020. O projeto inclui ainda colocar em serviço uma estação orbital própria. Sobre o processo, o diretor da Administração Nacional do Espaço e vice-ministro de Indústria, Xu Dazhe, em entrevista coletiva, descreveu: “Deve orbitar em torno de Marte, aterrissar em sua superfície e desdobrar um veículo robô".

China em Marte

Após meses de viagem, a meta é que a nave aterrisse em Marte em 2021 – data que coincidirá com o centenário da fundação do Partido Comunista da China. Na bagagem, o país já acumula o envio de uma sonda à superfície lunar e naves que orbitaram em torno do satélite. Mas o diretor Xu reforçou a complexidade da nova missão a Marte, já que isso significa se atirar "à exploração do espaço profundo".

Uma tentativa já aconteceu. Em novembro de 2011, em parceria com a Rússia, a China tentou o lançamento da sonda "Yinghuo 1" a Marte. Mas a missão, lançada desde a base cazaque de Baikonur, não saiu da órbita terrestre, se desintegrou e seus pedaços caíram no oceano Pacífico dois meses depois.

Para agora, o ambicioso programa espacial vai ser alimentado no segundo semestre deste ano, através do Tiangong-2 – segundo laboratório espacial –, que o país garante ser bem melhor do que o lançado em 2011 (o Tiangong-1).

Os planos não param por aí. A agência chinesa prevê, nos últimos meses de 2016, lançar uma nova missão tripulada, a bordo de uma nave Shenzhou-11, que marcará o retorno dos astronautas do país chinês à órbita terrestre após as cinco realizadas entre 2003 e 2013.

Já 2018 será reconhecido como o ano do lançamento do módulo central de sua futura estação espacial, instalação essa que se espera ter em serviço no ano de 2022.

Fonte Ubergizmo