Carros de aplicativo são mais sujos que assentos de privada, diz estudo

Por Felipe Demartini | 13 de Maio de 2019 às 16h50
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Aplicativos de transporte têm a higiene como um de seus pontos de maior foco junto aos motoristas, que são obrigados a manterem os carros sempre limpos e em bom estado. Esse cuidado, entretanto, não é capaz de proteger parceiros e motoristas das bactérias, com um estudo da NetQuote, uma empresa de seguros online, revelando que muitos destes veículos são mais sujos, até mesmo, que o assento de uma privada.

Na pesquisa, cientistas contratados pela marca recolheram amostras no volante, câmbios, cintos de segurança, maçanetas de portas e botões de controle das janelas em três carros da Uber e da Lyft. O mesmo trabalho foi feito, também, em carros disponíveis para aluguel e táxis, para saber, no mundo dos transportes, quem é o mais limpinho. Os dados também foram comparados com objetos cotidianos como cafeteiras, assentos de vaso sanitário e suportes de escova de dente.

O estudo encontro 2,38 milhões de unidades de formação de colônias bacterianas por centímetro quadrado nos carros de aplicativo, um total maior que o encontrado em todas as outras amostras analisadas. De acordo com a NetQuote, a maior quantidade de bactérias está nos botões de controle das janelas destes veículos, com resultados diferentes tendo sido encontrados nos outros.

Nos táxis, por exemplo, a maior presença aparece nos cintos de segurança, com 10,2 mil possíveis colônias bactérias formadas. Já nos carros de empresas de aluguel, o ponto mais sujo é o câmbio, com 393,7 mil unidades de formação encontradas nestes locais. A nomenclatura indica o número de células de bactérias viáveis presentes em uma amostra, um indicativo da quantidade delas que poderiam se proliferar em um determinado local.

No total, os veículos de aplicativos se posicionaram acima de outros itens tradicionalmente sujos como os assentos de privada, que, por incrível que pareça, foram os que se saíram melhor no ranking. Com apenas 67,7 colônias em potencial devido ao uso constante, muitas vezes diário, de produtos de limpeza, os vasos sanitários se saíram melhor até mesmo que os apoios de escovas de dente, com 842,8 mil colônias e nem de perto recebendo a mesma atenção, e as cafeteiras, com 128,4 mil e a triste admissão de que a gente, realmente, nunca lava tais utensílios.

Ainda segundo o estudo, os carros de aplicativo apresentaram uma maior quantidade de bactérias do tipo Bacillus, presentes principalmente em comida estragada e responsáveis por infecções e intoxicações alimentares. Os veículos também foram os locais em que esse tipo de germe foi encontrado com uma maior população, com os itens de casa apresentando uma maior variedade deles.

Prevenir é melhor que remediar

A dica, então, é aquela que a gente recebe sempre em casa: mantenha as mãos limpas e carregue sempre um frasquinho de álcool em gel. Evite coçar os olhos ou comer enquanto mantém contato com tais itens em carros de aplicativos. Na próxima vez que for lavar a louça, lembre-se também da cafeteira, jarra e, principalmente, filtros e compartimentos de água.

Fonte: NetQuote

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