Carro chinês é guiado pelo poder da mente

Por Redação | 09 de Dezembro de 2015 às 13h34
photo_camera Kim Kyung/Reuters

Cientistas da Universidade Nankai, da cidade de Tianjin, na China, apresentaram ao mundo o primeiro carro guiado pela força do pensamento fabricado no país. Após dois anos de desenvolvimento, o veículo se tornou realidade por meio de um dispositivo acoplado à cabeça do motorista e que é capaz de interpretar os sinais cerebrais. Obviamente que ainda não é possível reproduzir neste veículo a mesma agilidade e mobilidade de uma direção tradicional.

Por enquanto, o motorista que usar o veículo pode emitir comandos para guiá-lo para frente e para trás, bem como é capaz de parar, travar e destravar o carro, tudo sem usar mãos ou pés. O dispositivo que reconhece os sinais cerebrais conta com 16 sensores de eletroencefalograma (EEG), responsáveis por capturar os sinais do cérebro. Depois, um programa de computador desenvolvido pelo grupo de pesquisa é capaz de ler tais sinais, interpretá-los e traduzi-los, o que resulta no controle do veículo.

“Os sinais do EEG são capturados pelo equipamento [de leitura cerebral] e transmitidos por uma conexão sem fio ao computador”, comenta o pesquisador Zhang Zhao em entrevista à agência Reuters. “O computador processa os sinais para categorizar e reconhecer a intenção das pessoas, então os traduz para o comando de controle do carro. O núcleo de todo este fluxo é o processo de sinais do EEG, que é feito no computador.”

Carro controlado pelo cérebro

Zhang Zhao diante do carro que ajudou a desenvolver. (Foto: Kim Kyung/Reuters)

A serviço do ser humano

Líder da equipe de pesquisadores, o professor-associado Duan Feng, da Faculdade de Engenharia de Controle e Computadores da Universidade de Nankai, acredita que o mecanismo foi desenvolvido para auxiliar seres humanos e pode trabalhar em conjunto com carros autônomos no futuro.

“No final das contas, carros, com motoristas ou não, e máquinas estão servido as pessoas. Sob determinadas circunstâncias, as intenções das pessoas devem ser reconhecidas. Em nosso projeto, isso faz com que os carros sirvam os humanos ainda melhor”, comenta.

Feng afirma ainda que não há fundamento nas preocupações sobre possíveis acidentes causados por motoristas distraídos controlando o carro com o cérebro. Isso porque a concentração é necessária apenas durante a realização de uma ação (mudança de pista, frenagem), sendo irrelevante quando o carro mantém uma movimentação constante.

Fonte: Reuters

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