Brasil faz acordo para participar da construção do maior telescópio do mundo

Por Redação | 18 de Maio de 2015 às 15h09
photo_camera Fonte: Divulgação/ESO

O Senado acaba de aprovar a adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul (ESO), um consórcio de pesquisa astronômica responsável por operar diversos telescópios de alta tecnologia nos Andes Chilenos, formado por 14 países da Europa. O acordo foi feito na semana passada.

Com a adesão, chega ao fim uma polêmica que começou em 2011, quando Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, assinou o acordo inicial que só precisava da ratificação do Legislativo para ser colocada em prática.

Alguns pesquisadores ainda acham que o acordo é um mau negócio, mesmo recebendo apoio de uma grande parte da comunidade científica. O contrato tem o valor de 270 milhões e, com a ratificação do acordo, o Brasil se torna um membro oficial do consórcio, passando a ter acesso a todos os telescópios, além de ganhar participação na construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande, o E-ELT, que foi projetado para ser o maior do mundo.

O telescópio gigante deve ser instalado na montanha de Cerro Armazones, no Deserto de Atacama, no Chile, e deve começar a funcionar apenas na próxima década. Ele terá cerca de 40 metros de diâmetro e fará observações diretas e infravermelhas.

Com a finalização do acordo, o Brasil deve pagar cerca de 130 milhões de taxa de adesão, valor que pode ser financiado em até 11 parcelas. Além desse pagamento, outros 140 milhões devem ser desembolsados como taxa de anuidade. O valor foi definido com base na Receita Nacional Líquida.

Referente à construção do telescópio, o País acabou sendo isento da contribuição adicional, que seria de 230 milhões, mas contribuirá financeiramente em parcelas até o fim do ano de 2020. Cerca de 75% dos recursos investidos pelo Brasil serão revertidos beneficamente ao País.

Fonte: Info

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