Astrônomos encontram mais evidências sobre novo tipo de buraco negro

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2017 às 15h38
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Os buracos negros ainda estão entre os assuntos mais misteriosos do Universo, mas eles têm algo em comum. A maioria se encaixa em duas categorias: buracos negros estelares (poucas dezenas de vezes a massa do Sol) ou supermassivos (milhões de massas solares).

No entanto, astrônomos já haviam confirmado por vias indiretas a existência dos chamados buracos negros de massa intermediária, aqueles com massas grandes demais para ser produzidos pelo colapso gravitacional de uma estrela massiva, porém pequenas demais para serem classificados como buracos negros supermassivos. Agora, pesquisadores anunciaram que encontraram mais uma evidência sobre sua existência.

Essa notícia movimentou o mundo da astrofísica, pois os especialistas acreditam que os buracos negros de médio porte contém pistas importantes sobre como os supermassivos que menos nos centros das galáxias atualmente acabaram ficando tão grandes – algo que não pode ser facilmente explicado pela nossa compreensão atual da física.

"Queremos encontrar buracos negros de massa intermediária, porque eles são o elo perdido entre os de massa estelar e os supermassivos", disse o pesquisador Bulent Kiziltan do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.

O novo buraco negro de massa intermediária foi flagrado escondido no centro do aglomerado globular situado na constelação de Tucana. O 47 Tucanae está localizado a 13.000 anos-luz da Terra, algo considerado relativamente perto em termos espaciais.

Para descobrir a existência do buraco negro intermediário, os pesquisadores monitoraram o movimento geral das estrelas e notaram que algo estava agindo como uma espécie de "colher" cósmica que mexia o pote de estrelas, fazendo com que elas atingissem velocidades mais altas e distâncias maiores. A explicação mais provável para esta atividade foi a existência de um buraco negro.

Os pesquisadores vão continuar estudando este novo tipo de buraco negro para obter algumas informações sobre como ele funciona, ajudando assim a resolver outros mistérios que cercam essas regiões do espaço.

Via Business Insider